Concessionária desmonstrou preocupação com cronograma para 2014.
Expectativa da Aeroportos Brasil Viracopos é começar obras em agosto.
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O diretor-presidente da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Luiz Alberto Küster, disse que acredita em um “milagre” para entregar em 22 meses a primeira etapa das obras do aeroporto, que visa estruturar o espaço para atender à demanda da Copa do Mundo de 2014. Küster foi ouvido nesta quarta-feira (4), em Campinas (SP), por vereadores da Comissão Especial de Estudos (CEE), que avaliam o processo de concessão.
O prazo estipulado para entrega da primeira fase de reestruturação do aeroporto é 24 de maio de 2014, segundo o diretor-presidente. “As obras precisam começar em agosto, até mesmo porque temos de respeitar a janela hidrológica. Temos 2,5 milhões de metros cúbicos de escavações por fazer e isso não pode acontecer no período de chuvas, lá para outubro ou novembro”, alertou. “Diante disso, tenho sérias dúvidas sobre a entrega para a Copa [...] é quase um milagre. Eu acredito em milagre porque vamos entregar”, disse.
Prazos e obras
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem até o dia 20 de julho para emitir a ordem de serviço aguardada por Küster. Posteriormente, a concessionária apresentará um projeto básico de obras, que será avaliado pela agência. Segundo a Anac, autorizações parciais de construção durante o período de análise do projeto básico poderão ser emitidas. Além disso, pequenas obras emergenciais ou de adequação da infraestrutura instalada podem ser executadas antes do término do projeto básico.
Prazos e obras
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem até o dia 20 de julho para emitir a ordem de serviço aguardada por Küster. Posteriormente, a concessionária apresentará um projeto básico de obras, que será avaliado pela agência. Segundo a Anac, autorizações parciais de construção durante o período de análise do projeto básico poderão ser emitidas. Além disso, pequenas obras emergenciais ou de adequação da infraestrutura instalada podem ser executadas antes do término do projeto básico.
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A primeira etapa do projeto, com custo estimado em R$ 1,4 bilhão, prevê a construção de um novo terminal de passageiros com capacidade para o transporte de 14 milhões de pessoas por ano, que deve contar com 28 pontes de embarque, com intuito de dispensar o uso de ônibus para os passageiros entrarem e saírem dos aviões. Pelo projeto, serão disponibilizadas mais 4,5 mil vagas de estacionamento, além das duas mil já existentes.
Terminal de passageiros é prioridade
Segundo Küster, a previsão é que seja construída uma nova pista de pouso entre 2018 e 2019. Para ele, a estrutura atual para os aviões é suficiente a médio prazo. O gargalo está no atendimento aos usuários do aeroporto. “O que não tem é um terminal de passageiros adequado”, disse. No fim da concessão, em 2042, o diretor-presidente projeta que Viracopos atenderá 80 milhões de pessoas por ano, oito vezes mais que atualmente, além de possuir três pistas de pouso. O complexo deverá abrigar shopping center, centro de convenções e três hotéis.
Segundo Küster, a previsão é que seja construída uma nova pista de pouso entre 2018 e 2019. Para ele, a estrutura atual para os aviões é suficiente a médio prazo. O gargalo está no atendimento aos usuários do aeroporto. “O que não tem é um terminal de passageiros adequado”, disse. No fim da concessão, em 2042, o diretor-presidente projeta que Viracopos atenderá 80 milhões de pessoas por ano, oito vezes mais que atualmente, além de possuir três pistas de pouso. O complexo deverá abrigar shopping center, centro de convenções e três hotéis.
A longo prazo, Küster também menciona que o aeroporto terá capacidade para transportar três vezes mais carga dos que as atuais 300 mil toneladas. A Aeroportos Brasil Viracopos é formada por três empresas, Triunfo Participações e Investimentos, com 45%, a UTC Participações, também com 45%, e a francesa Egis Airport Operation, com 10%.
Küster disse que, até o fim da concessão, devem ser investidos R$ 3 bilhões e 800 milhões. Segundo ele, por enquanto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foi acionado, mas não descarta a possibilidade.
Desapropriações
Moradores de regiões próximas ao aeroporto participaram da reunião, demonstrando preocupação em relação às desapropriações que serão feitas para a ampliação. Eles disseram que a população está "ansiosa" com o processo de concessão e os impactos das mudanças.
Um dos moradores fez um convite para Küster visitar essas regiões e mostrar a "realidade dos bairros". Apesar de o assunto ter sido rapidamente debatido, as desapropirações estão definidas por meio de um decreto do governo federal. Em resposta ao pedido, o diretor-presidente disse que aceita, mas falou que não quer transformar sua visita em um assunto político.
Desapropriações
Moradores de regiões próximas ao aeroporto participaram da reunião, demonstrando preocupação em relação às desapropriações que serão feitas para a ampliação. Eles disseram que a população está "ansiosa" com o processo de concessão e os impactos das mudanças.
Um dos moradores fez um convite para Küster visitar essas regiões e mostrar a "realidade dos bairros". Apesar de o assunto ter sido rapidamente debatido, as desapropirações estão definidas por meio de um decreto do governo federal. Em resposta ao pedido, o diretor-presidente disse que aceita, mas falou que não quer transformar sua visita em um assunto político.
Diretor-presidente Luiz Alberto Küster, à dir.