terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MP apura se reajuste na Câmara é abusivo

O promotor de Cidadania Geraldo Cabañas avalia a possibilidade de instaurar um inquérito civil para apurar se o reajuste de 126% nos salários dos vereadores de Campinas é abusivo e inconstitucional. O aumento foi aprovado por 28 dos 33 parlamentares no dia 12 de dezembro do ano passado e causou indignação da população em uma sessão tumultuada, inclusive com intervenção da Guarda Municipal (GM). O salário passará de R$ 6,6 mil para R$ 15 mil na próxima legislatura (2012-2015).

O procedimento preparatório é a etapa que antecede o inquérito civil, em que serão ouvidas pessoas e levadas em consideração as justificativas para o reajuste e os indícios legais. Se instaurado, o inquérito pode resultar em arquivamento do processo ou em uma ação civil pública em que caberá ao juiz votar pelo cancelamento do reajuste.

O promotor não atendeu a reportagem e, segundo a assessoria de imprensa do MP, não há prazo para que seja decidido pelo inquérito. A interferência do MP não é inédita e em duas cidades do Interior de São Paulo, Ibitinga e Bariri, na região de Araraquara, a Promotoria já instaurou inquérito para apurar o reajuste de 136% e 76%, respectivamente.

O procedimento preparatório foi instaurado após o MP ser provocado por uma representação via e-mail quatro dias após a votação do reajuste. O nome da pessoa que pediu providências da Promotoria não foi divulgado. O MP poderia ter instaurado o procedimento baseado nas reportagens veiculadas na mídia, o que não aconteceu.

A participação do MP nesse tema deve esquentar ainda mais os ânimos já que alguns vereadores iniciaram uma mobilização para tentar derrubar o reajuste. O projeto de resolução elaborado pelo vereador Ângelo Barreto (PT), em que está prevista a revogação da decisão, será apresentada na sessão de amanhã, a primeira do ano. Depois disso, o projeto segue para parecer da Comissão de Constituição e Legalidade e, só depois, para votação dos vereadores.

A iniciativa do petista esbarra, no entanto, em possíveis entraves jurídicos. Isso porque o Regimento Interno da Câmara determina que apenas a Mesa Diretora pode apresentar este tipo de requerimento. Mesmo assim, Barreto já protocolou o projeto. “Se o aumento não for revisto na Casa, vou à Justiça por considerar essa uma questão de imoralidade”, argumentou o petista.

Quando o aumento foi aprovado, Barreto ocupava o posto de secretário de Habitação. Ele retornou ao Legislativo dias após a cassação do prefeito Demétrio Vilagra (PT), em 21 de dezembro.


O vereador Dário Saadi (PMDB) afirma que a Casa tem de resolver esse impasse antes de uma intervenção mais severa do MP. Ele é um dos articuladores que tentam revisar o percentual de reajuste em paralelo à proposta de Barreto. Para isso, tentam obter 17 assinaturas dos parlamentares para alterar o Regimento Interno da Câmara para que esse tema volte a ser discutido, já que a regra atual permite que aprovação do novo subsídio ocorra apenas no ano anterior à eleição.

O vereador Valdir Terrazan (PSDB) — que assumiu ontem a Secretaria de Serviços Públicos — aprova a intervenção do MP, mas defende o reajuste. “O índice do reajuste foi alto, mas isso é resultado de uma defasagem salarial de anos, que a própria imprensa acompanhou. Os vereadores desta legislatura estão pagando o preço por resolver essa questão.”

O coordenador do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campinas, Marionaldo Maciel, afirma que a categoria conta com o apoio do MP. “Esse reajuste é uma imoralidade.”

Ibitinga e Bariri também investigam salários

Nas cidades de Ibitinga e Bariri, na região de Araraquara, o Ministério Público já instaurou inquérito civil para investigar o aumento salarial dos políticos pela Câmara dos Vereadores. Em Bariri, os parlamentares aprovaram reajuste de 52,9% do prefeito, em 71,5% do vice-prefeito, em 83,8% dos vereadores e 74,7% do presidente da Câmara.

Em Ibitinga, os subsídios do prefeito, vice, vereadores e do presidente da Câmara chegaram em 136%. Segundo o promotor de Patrimônio Público, Luciano Gomes de Queiroz Coutinho, o inquérito irá apurar se o aumento teve eventuais irregularidades e solicitou informações para a Câmara e para a Prefeitura.

Para a instauração do inquérito, a partir das notícias veiculadas na mídia e pela indignação da população, Coutinho levou em consideração os reajustes com percentual acima da inflação e os aumentos concedidos ao funcionalismo público dessas cidades, abaixo do que foi aprovado pelos vereadores. O mesmo que ocorre em Campinas, onde os servidores tiveram reajuste salarial de 8% no ano passado, 118% a menos que os vereadores.

O promotor quer a apresentação dos motivos que justifiquem esse aumento. “Isso para chegar à conclusão se o reajuste é benéfico ao interesse público ou uma atitude apenas em beneficio aos interesses particulares.”

Segundo o promotor, se não houver nenhuma justificativa plausível, será instaurada uma ação civil pública para evitar que esses salários sejam pagos e causem prejuízos aos cofres públicos. Caberá ao juiz essa decisão.

A Câmara e a Prefeitura dessas cidades têm 30 dias para apresentar documentos solicitados. O processo deve levar cerca de 90 dias.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Campinas: Prefeito envia à Câmara projeto de doação de área para Delegacia Seccional

Prefeito envia à Câmara projeto de doação de área para Delegacia Seccional

24/01/2012 – 12:19

Chiquino Júnior

O prefeito Pedro Serafim determinou o envio imediato à Câmara Municipal de um Projeto de Lei que desafeta uma área pública de 15 mil metros quadrados, no Jardim Ayres da Costa, na região do Jardim Santa Lúcia. O terreno, localizado na estrada do Santa Lúcia, será doado ao Governo do Estado de São Paulo para a construção de uma segunda Delegacia Seccional da Polícia Civil. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira, dia 24 de janeiro, pelo prefeito ao delegado do Deinter-2, Licurgo Nunes da Costa. “A Prefeitura fará todos os esforços necessários para a liberação desta área”, disse Pedro Serafim.

A previsão do delegado do Deinter-2 é que a nova Delegacia Seccional passe a funcionar ainda este ano. Segundo ele, a obra começará assim que a área passe para a Fazenda Pública do Estado. A segunda seccional será responsável pelo atendimento a cerca de 450 mil pessoas, entre moradores da região Oeste de Campinas, além de cerca 200 mil habitantes de Indaiatuba.

O projeto do novo prédio é o primeiro do Estado especificamente feito para abrigar instalações policiais. Segundo Costa, além de contemplar a área administrativa, o imóvel sediará um plantão policial que funcionará 24 horas. Serão ligados à nova seccional quatro distritos policiais (6º, 8º, 9º e 11º), além de três delegacias especializadas (Investigações Gerais, Entorpecentes e Delegacia da Mulher) e da delegacia do Aeroporto de Viracopos.

O responsável pelo Deinter acredita que a nova seccional vai aprimorar o atendimento ao público e a eficiência da investigação policial. “A polícia estará mais próxima e as demandas serão agilizadas”, ressaltou Costa durante o encontro com o prefeito.

O prefeito Pedro Serafim ressaltou que espera que o Projeto de Lei de doação o terreno seja aprovado com agilidade pela Câmara. Assim que isso for feito, a sanção será rápida para atender de maneira urgente à reivindicação da Secretaria de Segurança Pública. “A segunda Delegacia Seccional vai aumentar a presença da polícia num marco divisório importante da cidade, que é a Rodovia Anhanguera”, disse o prefeito.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Após polêmica, governo retira de MP artigo que dificultaria aborto legal

Retificação de Medida Provisória que cria cadastro de gestantes foi publicada no ‘Diário Oficial’

28 de janeiro de 2012 | 3h 06
Lígia Formenti, de O Estado de S.Paulo

Depois da polêmica com feministas e do mal-estar ocorrido na reunião passada do Conselho Nacional de Saúde, o governo federal decidiu retirar da Medida Provisória que cria o cadastro de gestantes um artigo que fazia referência aos direitos do nascituro. A retificação, que saiu ontem no Diário Oficial da União, ajudou a acalmar os ânimos, mas ainda não conseguiu satisfazer os movimentos sociais.

Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para quem a retificação resolve o caso - Beto Barata/AE - 8/11/2011
Beto Barata/AE - 8/11/2011
Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para quem a retificação resolve o caso

"O ideal seria tirar toda MP ", afirmou a coordenadora executiva do movimento Católicas pelo Direito de Decidir, Rosângela Talib. Um desfecho que o governo evita a todo custo, de olho principalmente em preservar um dos benefícios criados pela Medida Provisória - o auxílio de R$ 50 para o deslocamento das gestantes até as consultas de pré-natal e ao local em que será realizado o parto. Como é ano eleitoral, a criação do benefício não poderia ser proposta numa MP editada agora.

A decisão de subtrair o ponto considerado mais polêmico foi tomada pela Presidência da República a pedido do Ministério da Saúde, informou o secretário de Atenção da pasta, Helvécio Magalhães. E foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff anteontem, durante uma reunião com representantes de movimentos sociais. "Ela acaba com um mal-entendido em torno do assunto", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Publicada no dia 28 de dezembro, a MP determina a criação de um banco de dados com informações sobre grávidas e sobre atendimento prestado, principalmente àquelas consideradas com gestação de risco. A ideia visa a melhorar o acesso das gestantes à assistência de qualidade e a responsabilizar diretores dos serviços por eventuais falhas de atendimento.

Referência. Desde a sua edição, movimentos sociais apontaram falhas no dispositivo - todas encampadas pela maioria dos integrantes do Conselho Nacional de Saúde. A primeira delas é a referência ao direito ao nascituro - uma brecha, avaliam, para que obstáculos sejam colocados à interrupção da gravidez, mesmo nos casos previstos em lei.

Mesmo dentro do governo, a inclusão do tema havia sido criticada. "Pode parecer paranoia, mas não é", afirmou Elizabete Saar, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, durante um relato pessoal feito na reunião do conselho. Ela disse ainda considerar que o assunto deveria ter sido melhor debatido, o que teria evitado um desgaste desnecessário para o próprio governo.

A falta de discussão sobre o assunto também foi criticada por representantes dos movimentos sociais. E, sobretudo, pelo fato de o texto ter sido editado no formato de Medida Provisória. "Foi uma punhalada pelas costas", definiu a conselheira Lurdinha Rodrigues, durante a reunião realizada na quarta-feira passada.

Nessa reunião, o grupo tentou pedir a retirada total da MP, mas foi convencido pelo ministro da Saúde, também presidente do conselho, a adotar uma medida mais branda. Eles decidiram criar um grupo de trabalho, com prazo de 15 dias para avaliação do texto.

Avanço. Esse grupo vai continuar a discussão, afirmou Jurema Werneck, do Grupo Crioula. "O reconhecimento do erro foi um avanço. A retirada do termo foi importante, mas isso não invalida outros temas que precisam ser debatidos", afirmou. Entre eles está a própria criação do cadastro.

A ideia, de acordo com Padilha, é inspirada numa iniciativa realizada em Cuba para tentar reduzir a mortalidade. "Esse banco não resolve o problema", afirmou Lígia Bahia, representante no conselho da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. "Isso só vai resolver quando estudantes de Medicina deixarem de fazer partos sozinhos, quando houver assistência pré-natal de qualidade, quando a mulher não precisar ouvir da equipe médica que tem de voltar para casa porque ainda não chegou a hora do parto ou peregrinar de hospital em hospital para saber se há vagas de atendimento."

Miranda afirmou que as conclusões do grupo de trabalho poderão ser apresentadas num segundo momento para o relator da MP.


Corrida contra o tempo


Ricardo Alécio é jornalista.

2012/01/28 cosmo

Corrida contra o tempo 1
A divulgação das regras da eleição indireta pela Câmara de Campinas deu a largada, oficialmente, à corrida pelo mandato-tampão na Prefeitura. Mas nenhum partido ainda tem definida a chapa que será inscrita para a disputa, marcada para o dia 22 de março. Alguns representantes partidários consideraram muito curto o prazo dado pelo Legislativo para as inscrições de candidaturas — até o próximo dia 7 — e correm contra o tempo para definir os nomes a prefeito e vice.

Corrida contra o tempo 2
O problema é que muitas articulações ainda estão em curso e, por isso, as discussões não acabaram. Pretensos candidatos e dirigentes das siglas negociam nos bastidores apoios e alianças, mas o cenário atual não pode abrir mão da discussão envolvendo as eleições de outubro, o que, em muitos casos, é um complicador. Além disso, muitos partidos estão rachados, com as bancadas de vereadores indo para um lado e as executivas, para outro.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Borracha pavimenta via ecológica


Lei sobre o uso de asfalto-borracha na conservação das estradas estaduais entrou em vigor no início do mês

26/01/2012 - 23h21 . Atualizada em 26/01/2012 - 23h40
Patrícia Azevedo
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Rodovias da região utilizam o asfalto ecológico mesmo antes de ele virar lei
(Foto: Augusto de Paiva/AAN)

A lei no 14.691, sancionada pelo governo do Estado de São Paulo no início do ano, determina o uso de asfalto-borracha na conservação das estradas estaduais. Entrou em vigor no início do mês, mas muitas estradas já estão sendo pavimentadas com a solução ecológica. A Rodovia dos Bandeirantes, no trecho entre Campinas e São Paulo, sentido Capital, já está pavimentada com a mistura de massa asfáltica com borracha obtida a partir de pneus que não são mais usados. E a concessionária Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, utiliza o material em mais da metade de todo o pavimento das rodovias administradas.

O engenheiro Guilherme Bastos, da AutoBAn (que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes) explica que o asfalto é uma espécie de concreto que usa derivado de petróleo. O asfalto-borracha é um cimento asfáltico de petróleo modificado com a adição de borracha proveniente da moagem de pneu.

A mistura, explica Bastos, aumenta a vida útil do asfalto. “Ele fica mais flexível, prolonga a vida útil da estrutura e é mais durável”, completa. Por causa dessas características, o material proporciona uma ..

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vereador esclarece processo de eleição em Campinas



Presidente da Câmara dos Vereadores concedeu uma entrevista coletiva para esclarecer o cronograma da eleição indireta em Campinas


26/01/2012 - 11h29 . Atualizada em 26/01/2012 - 12h24
Douglas Fonseca DO PORTAL RAC
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Presidente da Cãmara dos Vereadores Thiago Ferrari (PTB) em coletiva de imprensa
(Foto: Augusto de Paiva/AAN)

O presidente da Câmara Municipal dos Vereadores, Thiago Ferrari (PTB) concedeu na manhã desta quinta-feira (26) uma entrevist coletiva onde esclareceu como será realizado o processo eleição indireta do novo prefeito de Campinas que cumprirá o mandato até o término de 2012.

A data que será realizada a eleição foi agendada para o dia 22 de março às 10h00 e o prazo para os candidatos se inscreverem na eleição vai até o dia 7 de fevereiro. Ferrari esclareceu que a Câmara dos Vereadroes cumprirá o seu papel magistral e entregará ao Tribunal Eleitoral o processo de eleição que de acordo com a Lei Orgância do Município (LOM) exige que em até 90 dias o cargo em vacância seja ocupado por um prefeito eleito pelos vereadores.

Apesar do andamento do processo tomado pela Câmara, a oposição ao governo realizou uma solicitação ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que seja realizada uma eleição direta, quando os cidadãos vão às urnas para eleger um novo prefeito. Se a decisão pelas diretas for tomada, a Câmara perde a sua influência no processo e a eleição será decidida pelo voto popular.

Thiago Ferrari Afirmou que a Câmara cumprirá a LOM e aguardará a decisão do TRE. 'A Câmara Municipal é responsável pela eleição indireta, no caso de eleição direta a Câmara não tem nenhuma influência no processo. No entanto temos que tomar as medidas que a Lei Orgânica do Município exige' disse.

O TRE analisa o pedido da oposição e não se posicionou em relação a decisão que será tomada. Em relação às eleições indiretas, os candidatos podem começar a se inscrever para o processo na próxima sexta-feira (27). Ferrari não citou nenhum de parlamentares que tenham se candidatato préviamente no processo.

A eleição será realizada em uma Sessão Extraordinária e depende de um mínimo de 17 vereadores para ter início. Caso existam mais de 3 candidatos ao cargo de prefeito de Campinas, a eleição será decidida pela maioria absoluta dos votos, ou seja, para vencer no primeiro turno serão necessário17 votos para um candidato.

No caso de um candidato não ter os 17 votos dos vereadores, os dois mais votados vão para o segundot turno a ser realizado na mesma sessão. A partir daí a eleição será decidida pela maioria simples sem precisar alcançar o número de 17 votos.

Ferrari esclareceu que não há um número limite para candidatos e os votos dos vereadores serão abertos. 'Nossa preocupação é dar transparência ao processo e uma segurança judicial a ele. Desta forma, publicaremos através do Diário Oficial do Munícipio todo o cronograma sobre o processo' disse.

A Sessão que decidirá quem assume o cargo de chefe do Executivo campineiro será aberta à população que poderá acompanhar a votação que será realizada no Plenário da Câmara dos Vereadores de Campinas.

Parque Jambeiro ganha plano de obras até 2013


Para o mesmo período é prevista a entrega das 1,9 mil unidades habitacionais do complexo


25/01/2012 - 21h45 . Atualizada em 25/01/2012 - 22h59
Rogério Verzignasse DA AGÊNCIA ANHANGUERA
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Operários trabalham na obra do condomínio Parque das Águas, no Jambeiro, que foi desembargada após sete meses de negociação entre Prefeitura e Ministério Público
(Foto: Elcio Alves/AAN)

A MRV Engenharia espera entregar até abril de 2013 uma série de intervenções urbanas que precisará executar na região do Parque Jambeiro, em Campinas. Para o mesmo período é prevista a entrega das 1,9 mil unidades habitacionais do complexo.

São obras previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permitiu o desembargo das obras do Residencial Parque das Águas. O alargamento da Avenida São José dos Campos será a principal transformação na paisagem daquela região, que também vai ganhar outras melhorias viárias e marginais no acesso da Via Anhanguera.

O acordo também prevê equipamentos públicos como escola, centro de saúde, áreas verdes e centro de atenção a idosos, em rateio com outras construtoras.

As construções permaneceram embargadas desde junho por conta de suspeitas sobre empreendimentos imobiliários aprovados no governo Hélio de Oliveira Santos (PDT).

A obra do Jambeiro estava entre as que foram aprovadas irregularmente pela Prefeitura, segundo o Ministério Público, por não prever ações de infraestrutura para suportar o aumento populacional causado pelo empreendimento. Agora, passada a tempestade, a construtora pretende resgatar a própria imagem junto ao consumidor, já que a crise política campineira também prejudicou — e muito — as empresas do setor.

A empresa também diz que vai respeitar os termos contratuais previstos na assinatura do contrato de compra e venda. Nas situações em que o comprador perdeu os subsídios previstos no Programa Minha Casa, Minha Vida, a MRV promete renegociar os contratos caso a caso.

“A empresa reconhece que alguns compradores discordam com a redução dos subsídios. E a construtora não tem responsabilidade no fato de um suposto consumidor ter mais renda e perder benefícios de um programa voltado a famílias de menor renda. Ainda assim, vamos negociar e chegar a um acordo que satisfaça o comprador. Ele não tem culpa pelo embargo, e não será prejudicado”, disse Sérgio Lavarini, diretor da construtora.

A empresa já tem 350 operários no complexo residencial, e planeja contar com mil trabalhadores ainda em fevereiro, para compensar o tempo em que o empreendimento permaneceu parado. A retomada das obras aconteceu efetivamente no último dia 16, e o complexo chegou a ser visitado, ontem de manhã, pelo próprio prefeito Pedro Serafim (PDT). O governo municipal informou que vai acompanhar as execuções das obras previstas no TAC.

Investimentos

O acordo firmado com o Ministério Público prevê investimentos de R$ 69 milhões em obras de infraestrutura urbana que vão beneficiar todos os bairros próximos do complexo residencial Parque das Águas. Como as intervenções da MRV vão beneficiar os moradores de outros empreendimentos da região, metade do montante será assumido por outras construtoras, como Rossi, Goldgarb, Sol Invest e AGV.