quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Em declaração para jornal, Kassab afirma que será candidato ao governo de São Paulo


Em governo de São Paulo


DESTAQUES EM POLÍTICA

"Sonho em um dia ter a oportunidade de oferecer o meu nome, o meu trabalho, para ser governador de São Paulo.", afirma o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab ao jornal Folha de S.Paulo. O político esteve em Brasília para formalizar o apoio do PSD à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2014 e garante que estará no pleito estadual, pois sua candidatura ao cargo maior do Estado de São Paulo é ‘algo natural’.

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Com a garantia do ex-prefeito em participar do pleito, o Estado de São Paulo deverá ter três candidatos desafiando Geraldo Alckmin (PSDB) à sua reeleição. Paulo Skaf (PMDB), Kassab (PSD) e um candidato do PT que ainda não foi defindo. Em Brasília, as especulações apontam para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, porém, o ex-presidente Lula não está convencido dos nomes apresentados pelo partido.

Três outros nomes ainda disputam a preferência de Lula para serem candidatos em São Paulo: Aloizio Mercadante (Educação), Alexandre Padilha (Saúde) e Marta Suplicy (Cultura).

Gilberto Kassab esteve à frente do principal cargo da cidade de São Paulo por seis anos. Assumiu durante o mandandato de José Serra (PSDB), que decidiu disputar a eleição para presidente do país, e foi reeleito para mais quatro anos no poder em 2008. No entanto, ficou com uma adminstração marcada por projetos que prejudicaram sua imagem perante a população. Em 2011, trocou o DEM pelo partido ao qual é fundador: o PSD, a terceira maior sigla do Brasil.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Governo anuncia medida para retirar 2,5 milhões da miséria


Cerimônia de anúncio de medidas do Plano Brasil Sem Miséria


DE BRASÍLIA

O governo anunciou no final da manhã desta terça-feira (19) uma nova ampliação do Bolsa Família que tirará da miséria os 2,5 milhões de pessoas que ainda constam como extremamente pobres no Cadastro Único --o banco de dados federal com informações de famílias de baixa renda.
O novo benefício social, que começará a ser pago em março por meio do cartão do Bolsa, irá transferir dinheiro extra suficiente para que a pessoa supere a linha oficial de miséria, de R$ 70. Exemplo: se a pessoa ganha R$ 50, receberá do governo ao menos mais R$ 21. A nova transferência terá um custo anual de R$ 928,4 milhões.
Programas sociais deixam 2,5 milhões de miseráveis de fora
Análise: Apesar do inegável avanço, beneficiados correm risco de voltar à miséria
"O Brasil vira uma página decisiva na longa história, na nossa longa história de exclusão social. Nela está escrito que mais 2,5 milhões brasileiros estão deixando a extrema pobreza", afirma a presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia de anúncio da nova medida. "Por não termos abandonado o nosso povo, a miséria está nos abandonando."
Com isso, o governo diz que terá retirado da extrema pobreza todos os 22,1 milhões de pessoas que, no início do governo Dilma, constavam como miseráveis no Cadastro Único.
Sem esse novo benefício, o Bolsa Família já custa em torno de R$ 20 bilhões.No entanto, diferentemente do que a publicidade oficial dá a entender, para que a presidente cumpra sua promessa de erradicar a miséria, mesmo que sob critérios apenas monetários, ainda é preciso incluir ao menos 700 mil famílias (ou cerca de 2,5 milhões de pessoas) no cadastro, como a Folha mostrou no sábado. A promessa agora é que, até o final deste ano, essas pessoas serão encontradas e cadastradas, para só então começarem a se beneficiar dos programas sociais federais.
A mudança de hoje é a sexta realizada pela gestão Dilma para erradicar a miséria. A medida, assim como as outras cinco, será feita por meio de uma medida provisória.
Desde que a presidente assumiu, os programas sociais sofreram repetidas mudanças, sempre buscando aumentar o número de pessoas atendidas.
Três das medidas ocorreram em 2011 e fizeram com que 3,1 milhões dos extremamente pobres deixassem essa condição: reajustes do Bolsa Família, ampliação dos benefícios do programa e a previsão de que gestantes e nutrizes pudessem recebê-lo.
No ano passado, o Brasil Carinhoso, que prevê um repasse suficiente para que a pessoa deixe a miséria, afetou um total de 16,4 milhões de cadastrados. Primeiro, ele alcançava famílias com filhos de até 6 anos. Depois, foi ampliado para famílias com filhos de até 15 anos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Vila Padre Anchieta é alvo de 21% das explosões a caixa em Campinas


Em 2012, foram registrados 23 ocorrências desses crimes na cidade. 
Segundo especialista, rotas de fuga na região aumentam incidência.

Do G1 Campinas e Região
















A região da Vila Padre Anchieta foi alvo de 21% das ocorrências de explosões a caixas eletrônicos registradas no ano passado em Campinas (SP). Na cidade, ocorreram 23 crimes desses em 2012, sendo cinco no bairro.
Segundo o especialista em segurança José Henrique Specie, a alta incidência da ação de criminosos na região se deve ao limite entre os municípios, como Hortolândia e Sumaré, além de rotas de fuga por rodovias. "Mas também há o problema de falta de empenha na integração de políticas de seguranças, especialmente nos órgãos municipais, como a Guarda Municipal", afirma Specie.
Explosões
Ao lado da Rua Bastista Raffi, onde se localizam três bancos no bairro, está a Rodovia Anhanguera, uma das vias utilizadas para fuga. Em 2012, uma agência do Banco do Brasil foi alvo dos bandidos duas vezes. Em um dos crimes, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado para retirar uma dinamite que não explodiu. Já em outra ocorrência, os bandidos conseguiram levar o dinheiro dos caixas. Os equipamentos que restaram na agência, permaneceram com serviços limitados, sem a possibilidade de saque de dinheiro.
Em abril, uma quadrinha foi presa, após investigação da polícia. Eles foram encontrados em um estabelecimento comercial na Vila Padre Anchieta colocando explosivos em caixas eletrônicos. Na casa de um dos criminosos, foram encontrados pelo menos R$ 2 mil em cédulas manchadas de tinta rosa do dispositivo de segurança dos caixas eletrônicos.
Já em outra agência bancária, os bandidos explodiram o equipamento com dinamite. O alarme chegou a ser acionado, mas quando a Polícia Militar chegou até o local, os criminosos já tinham fugido.
Segurança
A Polícia Militar afirma que o patrulhamento durante o dia e a noite foram reforçados na região das agências bancárias na Vila Padre Anchieta.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos trabalham em parceria com a polícia para combater os crimes e propor novos padrões de proteção. Além disso, as empresas investiram R$ 8,3 bilhões em segurança física, segundo o orgão.
Em casa de suspeito, polícia encontrou cédulas manchadas pelo dispositivo de segurança em Campinas  (Foto: Reprodução EPTV)Em casa de suspeito, polícia encontrou cédulas manchadas de tinta (Foto: Reprodução EPTV)

Para ler mais notícias do G1 Campinas e Região, 
clique em g1.globo.com/campinas.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Horário de verão gera economia para abastecer Campinas durante 8 dias


Redução foi de 79.100 megawatts em 234 cidades abastecidas pela CPFL.
Relógio deve ser atrasado em 1h em três regiões, além do DF e Tocantins.


Do G1 Campinas e Região

Horário de verão chega ao fim (Foto: Reprodução Globo News)Horário de verão chega ao fim à 0h deste domingo
(Foto: Reprodução / Globo News)
A economia de energia elétrica nas 234 cidades abastecidas pela CPFL Paulista, no período de horário de verão, é suficiente para abastecer durante oito dias uma cidade como Campinas (SP), que possui 1,1 milhão de habitantes. O horário de verão termina à 0h deste domingo (17) e os moradores devem atrasar em uma hora os relógios.
Segundo a concessionária, a redução foi de 79.100 megawatts, valor equivalente a 0,7% da demanda no período de 119 dias. Além disso, houve queda de 4% na demanda do horário de pico, que ocorre das 18h às 21h.

A economia de energia é possível por conta do aproveitamento da luz natural durante o período em que há dias mais longos. A medida abrange moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, além do Distrito Federal e Tocantins.

Histórico
O horário de verão foi criado em 1º de outubro de 1931, com o decreto 20.466. Desde 2008, o horário de verão começa no terceiro domingo de outubro e segue até o terceiro domingo de fevereiro.
Segundo o governo federal, quando houver coincidência entre o domingo de carnaval e o término da medida, o encerramento ocorre no domingo posterior.
Para ler mais notícias do G1 Campinas e Região.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Concessionária assume controle total de Viracopos nesta quinta-feira


Iniciativa privada vai administrar o aeroporto de Campinas por 30 anos.
Novo terminal de passageiros deve ser entregue em maio de 2014.

Do G1 Campinas e Região
Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no Natal (Foto: Reprodução EPTV)Movimento de passageiros no Aeroporto de
Viracopos (Foto: Reprodução EPTV)
A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos assume definitivamente a gestão do Aeroporto Internacional de Viracopos, emCampinas (SP), a partir desta quinta-feira (14). É o primeiro do Brasil a ser controlado integralmente pela iniciativa privada. O contrato é de 30 anos e as empresas que compõem o consórcio planejam investir R$ 9,5 bilhões até 2042, quando o movimento esperado de passageiros por ano é na casa de 80 milhões. 
A transição da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para a iniciativa privada começou em agosto de 2012, quando o consórcio acompanhou os trabalhos da estatal por três meses. Em novembro, a gestão foi compartilhada, mas já com a concessionária à frente.
O consórcio, que é formado pela Triunfo Participações e Investimentos (45%), UTC Participações (45%) e Egis Airport Operation (10%), da França,  venceu no ano passado a concorrência para assumir a administração privada do aeroporto por 30 anos. Entre as principais interferências prometidas pela concessionária está a entrega do novo terminal de passageiros em maio de 2014, além de 28 pontes de embarque, um edifício-garagem para 4 mil veículos, sete novas posições remotas para o estacionamento de aeronaves e a ampliação das pistas de taxiamento.

Referência
Para diretor-presidente da concessionária, Luiz Alberto Küster, a transição total é o primeiro passo para o terminal de Campinas se tornar referência. "Viracopos é o primeiro aeroporto do Brasil com operação 100% da iniciativa privada e está trazendo um novo paradigma para a questão aeroportuária do país. Eu não tenho dúvida de que ele será o melhor e maior aeroporto da América Latina", disse.
De acordo com a Aeroportos Brasil, os passageiros não sentirão nenhuma diferença no funcionamento do terminal após a transição de administração, marcada para a 0h desta quinta-feira. A concessionária prevê eventos comemorativos para marcar a data apenas para colaboradores, terceirizados e consultores da empresa. 
Dos 400 colaboradores da Infraero que atuam em Viracopos atualmente, 309 vão continuar na gestão privada. Os outros 81 servidores serão remanejados para outras unidades da estatal, como a sede da Superintendência Regional de São Paulo (SP), além do Aeroporto de Congonhas e Campo de Marte, ambos em São Paulo, além de São José dos Campos (SP). 
A Infraero afirma que investiu na capacitação dos empregados que não irão para as concessionárias, com o objetivo de aproveitá-los em outras áreas da empresa e/ou órgãos do Governo.
Em novembro, o G1 havia divulgado que após uma auditoria feita por uma consultoria contratada pela concessionária, para identificação de perfil e alinhamento às ações previstas para o aeroporto, 273 dos 800 trabalhadores da estatal, integrantes do plano de transferência, encerraram as atividades em Viracopos e foram remanejados para outros aeroportos operados pela Infraero no país.
Obras de ampliação do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (Foto: Isabela Leite / G1 Campinas)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

'traduzir' macrozonas


Campinas terá técnicos para 'traduzir' macrozonas para os vereadores

Ao menos dois engenheiros e urbanistas serão contratados após carnaval.
Projetos estão 'travados' desde 2008 e expectativa é aprovar três este ano.

A Câmara de Vereadores de Campinas (SP) vai contratar pelo menos dois técnicos em engenharia ou arquitetura e urbanismo para auxiliar os vereadores nas questões técnicas que envolvem a aprovação dos Planos Locais de Gestão (PLG) das macrozonas. Os PLGs são diretrizes de organização da cidade específicas para a realidade de cada região do município. Segundo o presidente da Casa.
Tradução
Até agora, só a macrozona 5, do Ouro Verde e Campo Grande, foi aprovada e, durante a sessão de aprovação do PLG, alguns vereadores se recusaram a votar porque, de acordo com eles, o Executivo fez mudanças no projeto às vésperas da votação e os vereadores não conseguiram analisar com cuidado cada item técnico inserido da lei. Os técnicos que serão contratados devem contribuir exatamente neste sentido de “traduzir” com agilidade os projetos para os vereadores.
“Isso aí, de ter um técnico, é prerrogativa do Executivo. Só que o Legislativo não pode também receber do Executivo todo o processo e dar um monte de papel para o vereador, que às vezes não entende”, afirmou Campos. Os técnicos deverão ser contratados com cargo em comissão.
Macrozonas
O prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou logo no início da gestão que pretende revisar todos os projetos antes de mandá-los de volta ao Legislativo para serem votados. Para Campos, este ano devem ser aprovadas apenas três dos oito PLGs que ainda estão para ser aprovados.

Divisão das macrozonas em Campinas (Foto: Arte / EPTV)

A prioridade deve ser dada à macrozona 7, que envolve a região do
Aeroporto Internacional de Viracopos. A expansão do aeródromo depende da aprovação do projeto e, portanto, existe uma pressão tanto sobre o Executivo quanto do Legislativo para que o projeto saia do papel.
Confira abaixo o resumo feito pela Câmara de Vereadores sobre cada uma das macrozonas:
MZ 1: Área de Preservação Ambiental, soma um terço do território e 80% da região agrícola, englobando os Distritos de Sousas e Joaquim Egídio e bairros rurais. Fica entre os rios Atibaia e Jaguari
MZ 2: área de Controle Ambiental - região predominantemente rural, vizinha à APA, inclui os loteamentos Vale das Garças, Village Campinas e Bosque das Palmeiras
MZ 3: área de Urbanização Controlada - abrange o Distrito de Barão Geraldo, contanto com os campi das universidades PUCC e Unicamp, Ceasa e Ciatec
MZ 4: área de Urbanização Prioritária - a mais adensada do município, inclui o centro e bairros do entorno, acomoda a maior parte da população de sub-habitação e áreas institucionais como as Fazenda Remonta, Chapadão e Santa Elisa
MZ 5: área Prioritária de Requalificação – a região oeste do município: Campo Grande, Ouro Verde e Distrito Industrial, abrange as rodovias Bandeirantes e Santos Dumont, o Complexo Delta e o rio Capivari
MZ 6: área de Vocação Agrícola - região sul do município, entre a MZ 7 e Valinhos, é dividida pela rodovia dos Bandeirantes, compreende o manancial hídrico do rio Capivari, com os sistema de captação e tratamento de água. Tem uso predominantemente agrícola
MZ 7: área de Influência Aeroportuária – área do Aeroporto Internacional de Viracopos e de sua expansão, além dos bairros do entorno. Sujeito aos impactos das operações aeroportuárias
MZ 8: área de Urbanização Específica – região delimitada pelas rodovias Campinas-Mogi Mirim, Dom Pedro I e anel viário Prefeito Magalhães Teixeira, inclui os bairros Alphaville Campinas, Parque Imperador e Chácara Gramado
MZ 9: área de Integração Noroeste – inclui o Distrito de Nova Aparecida e regiões do Boa Vista e Amarais, além de bairros como Jardins Campineiro e São Marcos. Conta com o aeroporto dos Amarais e é onde está prevista a construção do Corredor Noroeste. Em processo de conurbação com Sumaré e Hortolândia.
Para ler mais notícias do G1 Campinas e Região, clique em g1.globo.com/campinas.

Artesp 'congela' o projeto de nova estrada para RMC


TRÂNSITO

Impasse entre agência e concessionária Rota das Bandeiras trava

construção da via


10/02/2013 - 21h52 | Maria Teresa Costa
Foto: Cedoc/ RAC

 


A proposta de construção de uma nova estrada na Região Metropolitana de Campinas (RMC), apresentada pela concessionária Rota das Bandeiras, foi rejeitada pela Agência Reguladora de Transportes (Artesp).

A concessionária propôs investir R$ 790 milhões na implantação de uma alternativa de tráfego, o chamado Contorno Norte, para eliminar os constantes congestionamentos na Rodovia D. Pedro I. A nova estrada teria início no Anel Viário Magalhães Teixeira (SP-83) e término no Km 115 da Anhanguera (SP-330), e seria feita em três etapas, com início em 2013 e finalização em 2017.

A presidente da Artesp, Karla Bertocco Trindade, disse que a estrada é necessária e que iria aliviar bastante o tráfego dentro do trecho urbano de Campinas e nos acessos. “Mas a concessionária queria trocar a implantação da nova estrada por obras que estão na concessão e nós não podemos abrir mão das marginais que estão em implantação”, disse. Para ela, será necessário estudar uma alternativa para desafogar os acessos a Campinas.

A concessionária informou, em nota, que, embora o Contorno Norte seja importante para o sistema rodoviário da região, há necessidade de realização das obras previstas no contrato de concessão, em especial a de construção das marginais da Rodovia D. Pedro I, em Campinas, iniciadas no segundo semestre de 2012 e que deverão atender à demanda de tráfego local a curto prazo.

Em função disso, a concessionária entende que todos os seus esforços estarão voltados a essas obras no momento e que, no futuro, o assunto poderá voltar a ser discutido com o governo do Estado.
Investimentos
Para a construção da estrada, a Rota das Bandeiras precisaria reprogramar os investimentos previstos nos 30 anos de concessão de forma a ter recursos antecipados. Além disso, a viabilidade do empreendimento estava também na arrecadação de pedágio — que seria feita pelo sistema Ponto a Ponto.

A estimativa da concessionária é que o Contorno Norte iria tirar 50 mil veículos por dia do trecho urbano da Rodovia D. Pedro I dentro de Campinas. A proposta sofreu algumas alterações e a última versão previa que o contorno chegaria no Km 115 da Anhanguera, em Sumaré, pouco depois do pedágio, para evitar problemas com a concessionária da Anhanguera, a AutoBAn.

Mantido o projeto original, a nova estrada iria impactar significativamente o pedágio instalado em Sumaré, comprometendo o equilíbrio financeiro da concessionária.

Leia mais nas edições do dia 11/2 dos jornais do Grupo RAC

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Varias materias referente a Ônibus exclusivo para Mulheres

CAMPINAS

Ônibus exclusivo para mulheres será votado

Projeto incluído na pauta desta segunda-feira prevê "Expresso mulher"
em horários de pico

03/02/2013 - 22h49 | Vilma Gasques

O projeto já tem parecer favorável da Comissão de Constituição e Legalidade. De acordo com a proposta de Prado, as empresas de transporte público ficarão obrigadas a destinar, nas linhas que ligam os terminais de ônibus urbanos ao Terminal Central, veículos destinados apenas às mulheres em horários diversos entre as 6h e 9h e entre as 17h e 20h. Esses veículos deverão ser identificados.

O ex-vereador justificou o projeto como sendo “uma garantia às mulheres do direito de utilizar o sistema de transporte coletivo sem serem criminalmente assediadas por homens desrespeitosos”.

Ele diz que, infelizmente, é comum a ocorrência de assédio sexual sofrido por mulheres nos ônibus da cidade e que o Município tem a obrigação de coibir tal prática. Prado diz ainda que as mulheres vítimas de assédio dentro dos ônibus criaram o movimento denominado “Expresso Mulher”, que reuniu 1,5 mil assinaturas para pedir os ônibus exclusivos.
MULHERES QUEREM ÔNIBUS EXCLUSIVOS EM CAMPINAS PARA REDUZIR VIOLÊNCIA

Projeto foi feito após reclamações de assédio no transporte público.
Abaixo-assinado conseguiu a adesão de 4 mil assinaturas.

Um movimento organizado na região do Campo Grande, em Campinas (SP) quer reservar ônibus exclusivos para as mulheres durante os horários de pico na cidade. Idealizado pela comerciante Neusa Concetta, a iniciativa pretende reduzir os casos de assédio sexual nos veículos do transporte público.

Segundo a comerciante, a ideia do projeto, batizado de "Expresso Mulher", surgiu após as reclamações constantes de passageiras que desembarcavam no Terminal Campo Grande. "Elas passam por aqui revoltadas com a situação à que são submetidas nos ônibus", explica lembra Neusa, que é dona de um mercado próximo ao terminal. O abaixo-assinado, iniciado no dia 2 de abril, já teve a adesão de mil pessoas.

A iniciativa propõe a instalação de um veículo, com identificação diferenciada, no trajeto que liga o Terminal Campo Grande ao Terminal Central. A doméstica Heleonora Prado, passageira da linha 2.12, que faz o percurso, aprova o projeto. "Estou cansada de homens que se aproveitam de mim. Passo o dia todo trabalhando e no fim do dia ainda aguento essa humilhação", lamenta.
A experiência da dona de casa Vânia Barroso é ainda mais crítica. "Um homem já chegou a ficar quase sem roupas perto de mim. Comecei a gritar e ele desceu em seguida", relata.

A revolta das passageiras, porém, geralmente passa despercebida. "Elas sentem que não tem com quem reclamar", explica a idealizadora do projeto. Outras passageiras reclamam da falta de tempo. "Eu trabalho o dia todo, se tiver que ir para a delegacia todas as vezes que se aproveitarem de mim, eu não vivo", afirma Heleonora.

A proposta, no entanto, não foi recebida de forma positiva pelos homens. "Tem que deixar a mulherada aí. A gente só gosta de olhar", rebateu o metalúrgico José Augusto Ferreira. Apesar disso, a organizadora Neusa Concetta afirma que boa parte das assinaturas são de homens. "Geralmente eles têm experiências de abuso com filhas ou esposas", explica. O auxiliar administrativo, James Amaral,também passageiro da linha 2.12, é um dos que apoia a iniciativa. "Elas não têm que sofrer com o machismo dos outros", disse. A opinião foi recebida com deboche por alguns passageiros.

Caso seja aprovado para apenas um veículo da linha, o tempo de espera para o ônibus exclusivo para mulheres seria de 1h40. A demora pode ser um fator de recusa da utilização do veículo. "Não tenho condições de chegar atrasada no trabalho. Se fosse o caso, eu teria que abrir mão do ônibus especial", lamenta a doméstica Heleonora Prado.

A seperação entre homens e mulheres no transporte público não é inédita no país. No Rio de Janeiro, vigora uma lei desde 2006 que garante exclusividade às mulheres em um dos vagões de metrô da cidade durante a semana em horários de pico.

Os detalhes do projeto e a lista com as assinaturas do "Expresso Mulher" devem ser apresentados ao secretário municipal de Transportes, André Aranha Ribeiro, no dia 7 de maio. Segundo a assessoria da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), a viabilidade do projeto só poderá ser avaliada após a entrega do abaixo-assinado.

Fonte: G1

Mulheres de Campinas querem ônibus exclusivo para frear abuso sexual

Bruno Teixeira
Cerca de mil pessoas já assinaram  a proposta da comerciante Neusa Concetta. Iniciado no último dia 2 abril, o abaixo-assinado recomenda ao secretário de transportes de Campinas, André Aranha Ribeiro, a criação de uma linha de ônibus exclusiva às mulheres na região do Campo Grande. O expresso mulher foi criado com o intuito de reduzir os casos de assédio sexual nos veículos do transporte público da cidade.
Bruno Teixeira / Digitais
Linha 2.12 faz o trajeto pretendido pelo Expresso Mulher
O Campo Grande está localizado na zona Noroeste da cidade. Por não ser uma denominação oficial do município é difícil estabelecer quantos bairros fazem parte do setor, ou mesmo diferenciar o que é Campo Grande e o que é Itajaí, outra concentração de bairros da zona Noroeste. O que é fato, estabelecido pelo IBGE no senso populacional de 2010, é que a concentração de moradores nessa área é a segunda maior de Campinas, atrás apenas do Centro. O transporte público é um tópico à parte na vida dos moradores. “Pego seis ônibus por dia para poder trabalhar”, conta a doméstica Maria Helena Gouvêa. Atualmente 100 veículos atendem a região.
Quem desembarca no terminal Campo Grande, localizado na rua dr. Nelson d’Ottaviano logo vê o supermercado São João, gerenciado pela comerciante Neusa Concetta. “As mulheres passam aqui na loja e reclamam das situações que são submetida nos ônibus”, conta a comerciante. “Isso me motivou a criar o Expresso Mulher”. A ideia do projeto não requer grandes mudanças estruturais. Um dos veículos que fazem a ligação entre o terminal e a região central da cidade deixaria de ter a característica cor vermelha e assumiria uma roupagem rosa. O carro sairia durante os horários de pico e suas passageiras seriam exclusivamente do sexo feminino. Segundo a idealizadora, o projeto fez sucesso. “Elas parecem muito felizes, contam que apoiam muito o projeto”. É o caso da doméstica Heleonora Prado que relata já ter passado por uma experiência de abuso em um ônibus. “Um rapaz ficou quase pelado perto de mim. Eu tive que começar a gritar para expulsarem ele”, lembra.
Neusa Concetta (Arquivo Pessoal)
Neusa Concetta (esquerda) colheu mil assinaturas em pouco mais de um mês.
Outras Experiências
A exclusividade de sexo no transporte público não é novidade. Uma lei de 2006 garante a existência de vagões exclusivos para mulheres no metrô da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado, não existe um balanço sobre os casos de violência. A justificava da SSP foi o número considerado “inexpressivo” de denúncias em casos como esse. Neusa Concetta reitera essa omissão de denúncias. “As mulheres ficam revoltadas mas sentem que não tem com quem reclamar”, explica. A doméstica Heleonora Prado justifica. “Eu mal tenho tempo para ficar com a família, se for reclamar toda vez que fazem algo comigo, eu não vivo.”
A Delegacia da Mulher de Campinas foi procurada pelo Digitais, mas até o momento da publicação dessa reportagem não havia se pronunciado.
No México, o resultado é positivo. Criado em 2008, o programa “Viajaremos Seguras” gerou reduções drásticas no índice de violência contra a  mulher no transporte público. Em 2007, eram de em média 2,9 mil por ano. Segundo a prefeitura da Cidade do México, na última medição realizada, em 2010, o índice caiu para zero.
Obstáculos
Para ser aprovado, o projeto vai ter que passar por alguns obstáculos no caminho. O projeto de instalação dos chamados BRT’s, novo modelo de ônibus que deve ser instalado até Julho, já está em execução e precisaria ser reavaliado para eventuais mudanças.
Caso o projeto seja aprovado para apenas um veículo da linha 2.12 (que faz o trajeto entre o Campo Grande e o Centro), a espera passaria de 1h30 para o veículo exclusivo (Veja infográfico).
As propostas vão ser apresentadas à Secretaria de Transportes nesta segunda-feira (7). Segundo a assessoria da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), só será possível dar um parecer sobre a viabilidade do projeto após a entrega do documento.
Editado por Fernando Zanaga

Abaixo-assinado propõe criação de ônibus exclusivo às mulheres


Por: Juliana Ferreira
Um abaixo-assinado organizado na região do Campo Grande, em Campinas, quer reservar ônibus exclusivos para as mulheres durante os horários de pico na cidade. Organizado por Neusa Concetta, vendedora da região, a iniciativa pretende reduzir os casos de assédio sexual nos veículos do transporte público.
Batizado de “Expresso Mulher”, a ideia do projeto surgiu após as reclamações constantes de passageiras que desembarcavam no Terminal Campo Grande. O abaixo-assinado, iniciado no dia 2 de abril, já teve a adesão de mil pessoas.  A proposta do projeto é a instalação de um veículo, com identificação diferenciada, no trajeto que liga o Terminal Campo Grande ao Terminal Central.
Caso seja aprovado para apenas um veículo da linha, o tempo de espera para o ônibus exclusivo para mulheres seria de 1h40. A demora pode ser um fator de recusa da utilização do veículo.  Apesar disso, a comerciante afirma que alguns homens também aderiram ao projeto e assinaram o abaixo-assinado.
A separação entre homens e mulheres no transporte público não é inédita no país. No Rio de Janeiro, vigora uma lei desde 2006 que garante exclusividade às mulheres em um dos vagões de metrô da cidade durante a semana em horários de pico.
Os detalhes do projeto e a lista com as assinaturas do “Expresso Mulher” devem ser apresentados ao secretário municipal de Transportes, André Aranha Ribeiro, no dia 7 de maio. A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa que, a viabilidade do projeto só poderá ser avaliada após a entrega do abaixo-assinado.

Nosso luta começa a virar uma realidade a milhares de Mulheres em nossa Cidade


Nosso luta começa a virar uma realidade a milhares de Mulheres em nossa Cidade 

03) 2ª discussão e votação do projeto de lei 214/12, processo 210.615, de autoria do Senhor Petterson Prado, que dispõe sobre a destinação de espaços exclusivos para mulheres nos veículos do sistema de transporte coletivo do município de Campinas, nos horários de pico. Parecer da Comissão de Constituição e Legalidade, favorável.
Projeto obriga empresas concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas a reservarem veículos exclusivos para mulheres nos horários de pico – ou seja de 6h às 9h e das 17h às 20h. Esses ônibus deverão estar disponíveis nas linhas que ligam os Terminais de ônibus ao Terminal Central. A medida poderá ser suspensa aos sábados, domingos e feriados.

Mulheres querem ônibus exclusivos em Campinas para reduzir violência


30/04/2012 10h16 - Atualizado em 30/04/2012 10h45

Projeto foi feito após reclamações de assédio no transporte público. 
Abaixo-assinado conseguiu a adesão de mil assinaturas.

Do G1 Campinas e Região
Neusa Concetta (à dir.) coleta assinaturas para o Expresso Mulher (Foto: Neusa Concetta/ Arquivo Pessoal)Neusa Concetta (à direita) coleta assinaturas
(Foto: Neusa Concetta/ Arquivo Pessoal)
Um movimento organizado na região do Campo Grande, em Campinas (SP) quer reservar ônibus exclusivos para as mulheres durante os horários de pico na cidade. Idealizado pela comerciante Neusa Concetta, a iniciativa pretende reduzir os casos de assédio sexual nos veículos do transporte público.
Segundo a comerciante, a ideia do projeto, batizado de "Expresso Mulher", surgiu após as reclamações constantes de passageiras que desembarcavam no Terminal Campo Grande. "Elas passam por aqui revoltadas com a situação à que são submetidas nos ônibus", explica lembra Neusa, que é dona de um mercado próximo ao terminal. O abaixo-assinado, iniciado no dia 2 de abril, já teve a adesão de mil pessoas. 
Heleonora Prado aprova a prosposta (Foto: G1 Campinas/Bruno Teixeira)Heleonora Prado aprova prosposta do ônibus para
mulheres (Foto: G1 Campinas/Bruno Teixeira)
A iniciativa propõe a instalação de um veículo, com identificação diferenciada, no trajeto que liga o Terminal Campo Grande ao Terminal Central. A doméstica Heleonora Prado, passageira da linha 2.12, que faz o percurso, aprova o projeto. "Estou cansada de homens que se aproveitam de mim. Passo o dia todo trabalhando e no fim do dia ainda aguento essa humilhação", lamenta. A experiência da dona de casa Vânia Barroso é ainda mais crítica. "Um homem já chegou a ficar quase sem roupas perto de mim. Comecei a gritar e ele desceu em seguida", relata.
A revolta das passageiras, porém, geralmente passa despercebida. "Elas sentem que não tem com quem reclamar", explica a idealizadora do projeto. Outras passageiras reclamam da falta de tempo. "Eu trabalho o dia todo, se tiver que ir para a delegacia todas as vezes que se aproveitarem de mim, eu não vivo", afirma Heleonora.
A proposta, no entanto, não foi recebida de forma positiva pelos homens. "Tem que deixar a mulherada aí. A gente só gosta de olhar", rebateu o metalúrgico José Augusto Ferreira. Apesar disso, a organizadora Neusa Concetta afirma que boa parte das assinaturas são de homens. "Geralmente eles têm experiências de abuso com filhas ou esposas", explica. O auxiliar administrativo, James Amaral,também passageiro da linha 2.12, é um dos que apoia a iniciativa. "Elas não têm que sofrer com o machismo dos outros", disse. A opinião foi recebida com deboche por alguns passageiros.
Ônibus que faz a linha no terminal incluído no projeto (Foto: G1 Campinas/Bruno Teixeira)Ônibus que integra como destino o Terminal Campo
Grande (Foto: G1 Campinas/Bruno Teixeira)
Caso seja aprovado para apenas um veículo da linha, o tempo de espera para o ônibus exclusivo para mulheres seria de 1h40. A demora pode ser um fator de recusa da utilização do veículo. "Não tenho condições de chegar atrasada no trabalho. Se fosse o caso, eu teria que abrir mão do ônibus especial", lamenta a doméstica Heleonora Prado.
A seperação entre homens e mulheres no transporte público não é inédita no país. No Rio de Janeiro, vigora uma lei desde 2006 que garante exclusividade às mulheres em um dos vagões de metrô da cidade durante a semana em horários de pico.

Os detalhes do projeto e a lista com as assinaturas do "Expresso Mulher" devem ser apresentados ao secretário municipal de Transportes, André Aranha Ribeiro, no dia 7 de maio. Segundo a assessoria da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), a viabilidade do projeto só poderá ser avaliada após a entrega do abaixo-assinado.