sexta-feira, 30 de março de 2012

Hospital da Mulher/Caism inaugura bloco operatório com 1.100 m2 de área


Por: Manuel Alves Filho, www.unicamp.br

Fotos: Antonio Scarpinetti

Edição das imagens: Luís Paulo Silva

O Hospital da Mulher Prof. José A Pinotti/Caism, uma das unidades que compõem o complexo de saúde da Unicamp, inaugurou na manhã desta quinta-feira (29) o seu novo bloco operatório. No espaço, que tem 1.100 m2, serão realizados todos os procedimentos cirúrgicos e anestésicos nas áreas de neonatologia, obstetrícia, ginecologia e oncologia ginecológica e mamária. O investimento total foi de R$ 3 milhões. Os recursos vieram do Ministério da Saúde, do orçamento da Universidade e de emendas parlamentares estaduais. "O novo bloco operatório praticamente conclui o esforço para dotar o Caism do que há de melhor em termos de estrutura. O hospital está pronto para colaborar para o resgate do atendimento de qualidade aos usuários SUS", afirmou o diretor executivo da unidade, Oswaldo Grassioto.

A solenidade de entrega das novas dependências do Caism foi presidida pelo reitor Fernando Costa. Também participam da mesa de autoridades o ex-reitor José Tadeu Jorge; o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva; o pró-reitor de Graduação, Marcelo Knobel; o diretor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Mário José Abdalla Saad; o deputado federal Jonas Donizette (PSB-SP); além do próprio Grassioto. Em suas falas, todos destacaram a importância do hospital no atendimento à saúde da mulher e do recém-nascido, numa macrorregião onde vivem aproximadamente 5 milhões de pessoas.

Conforme o reitor Fernando Costa, a excelência das atividades desenvolvidas pela unidade contribui para a que a Unicamp seja considerada uma universidade de classe mundial. "Tanto o Caism quanto o Departamento de Tocoginecologia da FCM estão entre o que há de melhor no Brasil na área de atendimento à mulher e ao recém-nascido, formação de pessoal qualificado e geração de conhecimento. Penso que a área da saúde da Universidade tem muita vitalidade e ainda pode crescer", disse.

Dependências

O novo bloco operatório conta com seis salas de cirurgia, quatro salas de parto, 14 leitos de preparação anestésica e recuperação pós-procedimentos, quatro leitos de cuidados intensivos, duas salas com dois leitos cada de acompanhamento do trabalho de parto, uma sala com cinco berços de atenção neonatal, uma sala de procedimentos anátomopatológicos, um centro periférico de esterilização de material integrado à Central de Material Esterilizado e uma sala de insumos cirúrgicos e farmacêuticos.

As salas de parto foram concebidas seguindo o princípio da atenção humanizada ao nascimento. Este conceito, denominado PPP (Parto, Pré Parto e Puerpério), preconiza que a parturiente seja atendida no conforto de um quarto de internação, na companhia dos familiares. Este quarto se converte em sala de parto totalmente equipada, onde mãe e filho são atendidos sem qualquer separação física. Segundo o diretor executivo do Caism, os equipamentos do bloco operatório incorporam a mais moderna tecnologia em uso nos melhores hospitais do país, permitindo a realização de 60% das cirurgias através de técnicas minimamente invasivas.

Além disso, disse Grassioto, o local se destaca pela nova ambiência também focada na humanização. "A disponibilização de equipamentos modernos e seguros, a climatização do espaço, o conforto e a ergonomia do trabalho permitem aos profissionais do hospital exercer com qualidade suas competências e oferecer aos nossos clientes os melhores cuidados". No bloco operatório do hospital são realizadas, em média, 4 mil cirurgias e 3 mil partos a cada ano, sendo a maioria dos procedimentos considerada de alta complexidade.

Helena

No momento da inauguração do novo bloco operatório do Caism, Thomaz Rasteira perambulava pelos corredores do hospital com um enorme sorriso no rosto. A razão de tanta felicidade era justificada: sua mulher acabara de dar à luz uma menina, batizada de Helena. "A bolsa estourou ontem à noite, e viemos imediatamente para cá. Felizmente, correu tudo muito bem. Minha filha é linda", dizia, em meio aos telefonemas de cumprimentos de amigos e parentes. Sobre o atendimento oferecido pelo Caism, Thomaz reservou somente elogios. "Foi tudo excelente", garantiu.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Acordo destrava megaplano para velha rodoviária

Prefeitura de Campinas desistiu de desapropriar um terreno e deu pontapé inicial para que a área se transforme em um centro comercial


28/03/2012 - 23h28 . Atualizada em 28/03/2012 - 23h32
Bruna Mozer DA AGÊNCIA ANHANGUERA
Compartilhar8


Processo de desapropriação dessa área, de 2 mil m², onde havia o esqueleto de um prédio, era um dos principais entraves para que o local seja revitalizado
(Foto: Leandro Ferreira/23mar2012/AAN)

A Prefeitura de Campinas desistiu de desapropriar um terreno localizado na quadra da antiga rodoviária, no Botafogo, e deu pontapé inicial para que a área se transforme em um centro comercial, cujo investimento gira em torno de R$ 150 milhões.

O acordo foi firmado nesta quarta-feira (28) e prevê que o terreno seja dado à Maternidade como forma de pagamento da dívida de R$ 6 milhões que a Administração mantinha com a instituição.

O valor do débito é resultado da quebra de contrato de concessão de área com a Maternidade, quando a Prefeitura transferiu o terminal rodoviário para a região da Vila Industrial, em 2009.

O processo de desapropriação dessa área, de 2 mil m², onde havia o esqueleto de um prédio, era um dos principais entraves para que o local seja revitalizado. O terreno pertence à empresaNehem Valim, que não queria ceder.

Agora, a Valim venderá esse terreno, no valor de R$ 4,5 milhões, à Cem Empreendimentos, que vai investir na construção do centro comercial. A Maternidade, quando firmou contrato de concessão da área à Cem, “prometeu” à empresa o terreno menor, já que havia a promessa da Prefeitura de desapropriação. Com o acordo, Cem e Valim irão tratar do repasse de forma direta. “Dessa forma a Maternidade faz a concessão dessa área à Cem como quitação do valor da dívida que a gente mantinha”, disse o secretário de Assuntos Jurídicos, Antonio Caria Neto.

A previsão é que até maio a Cem protocole na Prefeitura o projeto que prevê a construção de um centro comercial. Esse é o tempo para o trâmite burocrático e para transferência da matrícula do imóvel em cartório. Somente depois disso é que o projeto será protocolado na Secretaria de Urbanismo. Essa pasta será a responsável por aprovar a construção do centro comercial, o que pode demorar pelo menos seis meses.

Para o chefe da pasta, outra vantagem é quanto à quitação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que o imóvel possuía. “A Administração, além de receber o IPTU atrasado, deixa de gastar os aproximados R$ 6 milhões de indenização e ganha com a revitalização da região”, disse Caria Neto.

A área da antiga rodoviária faz parte de um projeto de revitalização da região central. O local continua abandonado com permanência significativa de usuários de drogas. Comerciantes e moradores das proximidades há três anos reivindicam melhorias. Depois da transferência da rodoviária, lanchonetes e bares foram fechados por causa da redução drástica na movimentação de pessoas na região.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Servidores da Câmara são sócios de fornecedores

março 28th, 2012 Fonte: Blog da Rose

Dois funcionários da Câmara de Vereadores de Campinas são sócios de três fornecedores do Legislativo campineiro. Carlos Eduardo Guida Gaspar, coordenador de contas e responsável pelas licitações da Casa de Leis, e o contador Adilson Dutra Barbosa, são sócios da Vila Siena Empreendimento Imobiliário Ltda – empresa constituída em 17 de fevereiro do ano passado, com capital de R$ 320 mil.

Ocorre que a Siena tem ainda como sócios Renata Aparecida Girardi Floriano, Valdir Aparecido Mancini e André Luiz Scirre. Os três também são proprietários de empresas que foram escolhidas para fornecer produtos e serviços ao Legislativo campineiro.

As relações comerciais investigadas pelo Metro referem-se aos anos de 2008 a 2011.Renata é sócia da RA Girardi e da Futura Informática Ltda. Seu marido é dono da Oreon Comércio e Serviços Gerais Ltda. As três empresas receberam R$ 2,8 milhões entre os anos de 2010 e 2011 no fornecimento de materiais de limpeza e de informática, alimento, manutenção e jardinagem.

Os três sócios têm o mesmo endereço residencial na rua das Caviunas, no Parque Via Norte, em Campinas. Já Mancini é dono da VA Mancini Comércio de Papelaria. Ele é marido de Claudia Andrea Campos Mancini, que é dona da Grinfopel Informática e Papelaria Ltda.

As duas empresas receberam R$ 2,6 milhões. Scirre, por sua vez, é dono da Comercial Bravo Ltda e da André Luiz Scirre – ambas as empresas forneceram produtos à Câmara por um valor de R$ 1,1 milhão. No caso da segunda empresa, o objeto foi alterado em fevereiro do ano passado quando foram incluídos itens de informática e de papelaria.

Outras suspeitas

Há três semanas, o Metro tem denunciado uma série de compras suspeitas feitas pela Câmara. Uma das matérias mostrou que seis compras feitas pelo Legislativo no ano passado, por meio da modalidade carta-convite e que somam R$ 659.817, foram de empresas que têm os mesmos sócios ou endereços (comerciais e residenciais) idênticos.

Todas as aquisições somaram valores um pouco menores do que R$ 80 mil, o que dispensa a licitação pública.A Casa gastou ainda R$ 285 mil na compra de equipamento e treinamento para o painel de votação eletrônico. O problema é que o painel não foi comprado. Mediante a denúncia, a compra foi suspensa.

Contratos serão apurados

A Câmara de Vereadores de Campinas informou que todos os contratos – independentemente do valor – passarão por uma varredura sob a responsabilidade da Procuraria da Casa de Leis. Não foi dado prazo para o término dos trabalhos.

A Casa informou ainda que suspendeu a compra do painel eletrônico, após as denúncias. Já Carlos Eduardo Guida Gaspar, responsável pelas licitações da Câmara, informou por meio da assessoria de imprensa da Casa de Leis, que a Vila Siena Empreendimento Imobiliário Ltda., do qual é sócio, foi constituído para fins específicos.

Segundo ele, oito pessoas, sendo três delas que têm empresas que vendem para o Legislativo campineiro, se uniram para comprar um terreno e construir casas na gleba. Essas moradias poderiam ser utilizadas pelos próprios sócios ou poderiam ser comercializadas. Ocorre que o projeto não teve êxito em razão de a gleba estar localizada no bairro Mansões Santo Antônio, com suspeitas de contaminação, e as casas não foram construídas.

Ele explicou que em Jaguariúna funciona apenas a sede da empresa, que não tem outra atividade. Guida Gaspar disse ainda que não há nenhuma ilegalidade na constituição da empresa. Porém, ele não comentou sobre o fato de pessoas conhecidas ganharem as cartas-convites ou licitações do Legislativo campineiro.

O funcionário disse apenas que todos os procedimentos legais foram obedecidos. No caso da RA Girardo, por exemplo, a contratação foi feita por meio de pregão. Adilson Dutra Barbosa não foi localizado pela assessoria de imprensa para comentar o assunto. Todos os sócios das empresas foram procurados, mas não retornaram às ligações do Metro.

Guilherme Campos participa de debate sobre as MPEs

Foto:

O deputado Guilherme Campos participou, nesta quarta-feira (28), como palestrante na mesa “As Compras Públicas como Estratégia de Fortalecimento das MPEs” (Pequenas e Médias Empresas), no I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável dentro da 61ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos.

O evento aconteceu em Brasília e também contou com a participação de Celso Bonazeski, prefeito do município de Colíder-MT, de José Tarcísio da Silva, Presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (COMICRO) e de Alexandre Ribeiro Mota, Diretor-geral da Escola Fazendária (ESAF).

Em sua apresentação, Guilherme Campos mostrou, por meio de dados do Sebrae, um panorama da situação da micro e pequena empresa no Brasil. Reforçou a bandeira do PSD, citando como exemplo de otimização do gasto público a gestão do prefeito Bonazeski, onde 92% das compras do município favorecem as pequenas e médias empresas. “O importante é usar a força das compras públicas para fomentar as pequenas e médias empresas. A gestão em tudo é básica”, esclareceu o parlamentar.

De acordo com dados do Sebrae, o Brasil tem mais de 6 milhões de micro e pequenas empresas, que totalizam 99% dos negócios do país. 51% delas estão na região Sudeste. Quase 24% estão na região Sul e outros 15%, no Nordeste. Na região Norte, estão 3,5%, enquanto 7% estão no Centro-Oeste.

As pequenas empresas geram quase 15 milhões de empregos formais. O estudo mostra ainda que, a cada R$ 100 em salários, R$ 40 são pagos por micro e pequenos empresários.

Para o deputado, que é membro da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, “a questão da legislação municipal é básica para a formalização dessas empresas” e que “existe grande ganho ao se estimular o empreendedor local”.

O líder também informou que matérias como a Lei 8666/93, que estabelece normas sobre licitações e contratos no âmbito dos poderes da União, dos Estados e dos Municípios, estão sendo discutidas. “Algumas dessas leis precisam ser aperfeiçoadas, pois existe um processo de evolução e as leis também precisam evoluir”, concluiu.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Serviço de RG no Poupatempo de Campinas será marcado pela internet

Medida entra em vigor nesta terça-feira (27) para emissão do documento.
Objetivo visa otimizar trabalho do posto ao distribuir atendimentos.

Do G1 Campinas e Região

Comente agora

O posto do Poupatempo, em Campinas (SP), disponibiliza a partir desta terça-feira (27) o agendamento pela internet para tirar o documento de identidade (RG). O serviço agenda o dia e hora do atendimento.

O objetivo da medida, segundo a assessoria de imprensa do Poupatempo, é aperfeiçoar a capacidade de serviço dos postos ao distribuir os atendimentos de forma homogenia, o que diminui o tempo de espera do público.

A nota informa que o site disponibiliza a lista de documentos que devem ser levados no dia agendado e ainda oferece a opção de envio de lembrete por SMS (short message service), o popular torpedo, para alertar a pessoa do compromisso.

Horários
O Poupatempo Campinas Centro está localizado na Avenida Francisco Glicério, 935, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18 h; aos sábados, das 7h às 13h. A outra unidade fica no Campinas Shopping fica na Rua Jacy Teixeira de Camargo, 940, Jardim do Lago, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; aos sábados, das 8 às 14h.

Após denúncias, Câmara fará varredura em contratos

O presidente da Câmara de Vereadores, Thiago Ferrari (PTB), determinou uma varredura nos contratos da Câmara de Vereadores. A ordem ocorre depois de uma série de denúncias colocarem sob suspeita várias compras feitas pelo Legislativo como o pagamento de cursos e a compra de um software para um ‘painel fantasma’Outro problema apontado é que várias empresas têm os mesmos sócios e mesmos endereços.

A varredura nos contratos será feita pela Procuradoria-Geral da Casa de Leis. Só para se ter uma ideia do tamanho do problema seis compras feitas pela Câmara de Campinas no ano passado por meio da modalidade carta-convite e que somam R$ 659.817 foram feitas em empresas que têm os mesmos sócios ou endereços (comerciais e residenciais) idênticos. Todas as aquisições somaram valores um pouco menores do que R$ 80 mil, o que dispensa a licitação pública.

Maria Luiza Lavelli Correa e Maria das Dores Correa aparecem como sócias em duas empresas que venceram as propostas para vender à Câmara: na ML Participações e Negócios Ltda. e na Osceola Construtora & Empreiteira Ltda. Na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) as duas têm o mesmo endereço residencial: Rua Figueira da Polinesia, 437, Jardim Matarazzo, em São Paulo.

Pelo valor de R$ 100 mil, durante o ano passado a ML prestou serviços como a criação de projeto de votação eletrônica e transcrição de fitas cassetes do formato analógico para o digital. Já da Osceola foi adquirido material de consumo por R$ 146.490,00. A empresa System Way Importação & Exportação Ltda, empresa da qual a Câmara comprou, além de insumos para a TV Legislativo, equipamentos para o inexistente painel de votação eletrônico por R$ 234,3 mil, tem endereço na rua Salvador Gaeta, 98, em São Paulo, que consta também como endereço da RL System Importação e Exportação Ltda. Da RL o Legislativo comprou em 2011 material de consumo para sonoplastia por R$ 79,6 mil, apesar de a empresa ter objeto social para exercício de Consultoria em Publicidade. A única diferença no cadastro é o número das salas: a System está no conjunto 42 e a ML na sala 6.

Das quatro empresas, a RL e a System foram constituídas em 2011. A ML Participações em dezembro de 2010. A Osceola Construtora foi fundada em dezembro de 2008. A ML, por sua vez, foi a empresa contratada para criação e desenvolvimento de projeto do sistema de votação eletrônica.

Painel

Depois da denúncia sobre o painel fantasma não sobrou outra alternativa ao petebista a não ser suspender a compra do painel eletrônico. O Metro denunciou que a Câmara gastou R$ 285 mil em compra de equipamento e treinamento para o painel eletrônico. O problema é que o painel não foi comprado. A gestão era do vereador Pedro Serafim (PDT), que ocupa interinamento o cargo de prefeito de Campinas.

O petebista disse que a suspensão vai durar até que ”sejam dirimidas as dúvidas a respeito da forma como foi feita a aquisição do sistema de votação eletrônica.”

O coordenador de Compras do Legislativo campineiro, quando da denúncia, explicou que a compra foi fracionada para reduzir custos. Segundo ele, o valor anterior era de R$ 1,2 milhão. Com o fracionamento, o preço cairá para cerca de R$ 600 mil. Mas se a compra vai sair, só o futuro dirá. Ferrari quer saber se o processo foi feito de forma correta para só depois colocar a sua digital na compra do painel eletrônico.

O presidente explicou que, assim que a imprensa noticiou sobre a possibilidade de irregularidades no contrato firmado no ano passado, determinou que o departamento responsável pela compra emitisse um relatório em que cada etapa do processo fosse minuciosamente esclarecida. Ferrari explicou ainda que o relatório foi feito e encaminhado imediatamente para a Procuradoria da Câmara, que neste momento está verificando se há ou não problemas de ordem legal na contratação do serviço.

Lançamento do Fórum Campinas +21 com Guilherme Campos

domingo, 25 de março de 2012

Campinas terá Centro de Tecnologia Assistiva

Centro irá coordenar pesquisa, desenvolvimento e inovação que possam melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência.


25/03/2012 - 09h22 . Atualizada em 25/03/2012 - 09h30
Maria Teresa Costa DA AGÊNCIA ANHANGUERA
Compartilhar3

Operadora com computador usado no desenvolvimento de projetos de inclusão no CTI Renato Archer
(Foto: Augusto de Paiva/AAN)

O governo federal vai instalar em Campinas o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA) que irá coordenar pesquisa, desenvolvimento e inovação que possam melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência. A unidade será implantada no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI). O investimento inicial no novo órgão de pesquisa será de R$ 12 milhões e é parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem Limite) que prevê R$ 150 milhões em linhas de crédito até 2014.


Nesta segunda, a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, estará em Campinas para visitar o CTI e conhecer as tecnologias que estão sendo desenvolvidas para facilitar o acesso de pessoas com deficiências a todos os setores, mesmo para aqueles portadores de deficiências severas que impedem qualquer movimentação.

O governo vai disponibilizar R$ 60 milhões para consórcios entre universidades, ou outras instituições de ciência e tecnologia, e empresas do setor de tecnologia assistiva, informou Joelmo de Oliveira, da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. Projetos apenas de empresas poderão ter crédito subsidiado, com juros de 4% ao ano, na segunda linha de financiamento, que terá R$ 90 milhões.

Um dos papéis do novo centro será articular a agenda de pesquisa e inovação de uma rede de Núcleos Interdisciplinares de Tecnologia Assistiva (Nita), que estão sendo criados em universidades. Inicialmente serão 20 núcleos.

Atualmente existem núcleos organizados de pesquisadores envolvidos com o tema nas universidades Federal da Bahia, Federal do Rio Grande do Sul, Federal Tecnológica do Paraná, Federal de São João Del Rey, Federal de Minas Gerais, de Brasília e Estadual do Pará.
O centro de Campinas vai contribuir para o planejamento, elaboração e implementação da Política Nacional de Tecnologia Assistiva e para a execução do Plano Viver sem Limite, além de promover a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em tecnologia assistiva. “É a primeira instituição de pesquisa do Ministério a receber essa missão, devendo atuar em rede com as demais instituições atuantes na área”, diz o diretor do CTI, Victor Mammana. Ele acredita que a vinda dessa atividade para o CTI deve atrair muitos investimentos para a região de Campinas, tanto públicos quanto privados

O Programa Nacional de Inovação em Tecnologia Assistiva quer estimular o desenvolvimento tecnológico e a promoção da inovação de produtos, processos e serviços voltados para pessoas com deficiência, idosas e outras com mobilidade reduzida. O CTI já possui uma série de pesquisas e inovações nessa área e o centro será montado por uma equipe que conta com a participação da doutora em música Fabiana Boniglia, que tem a coluna Ponto de Vista, hospedada no portal RAC.

“Temos hoje uma série de inovações que nos ajudam. Os deficientes visuais têm leitores de tela com softwares que nos ajudam a ter acesso ao computador. Para as pessoas sem deficiência, o acesso ao computador é um facilitador. Para nós, essa tecnologia torna as coisas possíveis”, disse. Muito ainda pode ser feito, segundo ela, para garantir a inclusão e a acessibilidade.

sábado, 24 de março de 2012

Faltam 80 remédios e materiais na rede pública


A falta de remédios continua afetando os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Campinas.


24/03/2012 - 13h00 . Atualizada em 24/03/2012 - 13h03
Patrícia Azevedo DA AGÊNCIA ANHANGUERA
Compartilhar8

A falta de remédios continua afetando os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Campinas. Uma lista com
80 itens, entre medicamentos e insumos médicos, ainda está faltando nos centros de saúde de Campinas. Entre os itens, estão remédios imprescindíveis para controlar problemas do coração, como os anti-hipertensivos clonazepam, amlodipina e losartana. “Faltam também material odontológico e outros medicamentos, como o antidepressivo fluoxetina, fluconazol e nistatina”, disse a conselheira de saúde da Vila União Neusa Nascimento.


Na unidade do bairro não há sequer atadura para curativos. “Chegou ao ponto de o usuário ter de comprar as ataduras, mas o problema é geral”, afirmou uma enfermeira que pede para ter a identidade preservada.
Segundo a conselheira, o desabastecimento é recorrente na unidade. “Faltam remédios desde o ano passado, o problema acontece com frequência”, disse Neusa.

A informação foi confirmada pelo próprio secretário de Saúde, Fernando Brandão. Ele disse que o desabastecimento se deve a problemas burocráticos decorrentes das constantes trocas de prefeito. Contratos com os fornecedores assinados em administrações passadas voltaram para a Prefeitura e tiveram que ser redigidos novamente. “Isso atrasou o andamento dos processos”, disse o secretário.

Desde o final do ano passado, os usuários do SUS sofrem com o desabastecimento de uma série de itens. Em janeiro, Brandão convocou uma coletiva de imprensa para apresentar um cronograma para a normalização dos estoques. Na época, ele informou que o problema estaria totalmente resolvido em março. O desabastecimento ocorreu por falta de pagamento dos débitos de 2011. Brandão informou que a Prefeitura está pagando todos os fornecedores de 2012 e está renegociando as dívidas do ano passado. “Primeiro estão sendo pagos os fornecedores menores”, explicou.

O secretário afirmou que a Saúde vive o pico da crise política e ressaltou que a situação deve estar melhor até meados de abril.
Alguns dos medicamentos que estão em falta na rede pública podem ser comprados com valores inferiores aos praticados no mercado nas farmácias populares. Campinas tem duas unidades da Farmácia Popular, localizadas no Centro (Rua Ferreira Penteado, 854) e no Guanabara (Rua Clóvis Bevilácqua, 535), além de dezenas de farmácias conveniadas ao programa.