quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ENERGIA


Clientes da CPFL Paulista terão redução de 18,07%

Após anúncio na quarta-feira da presidente Dilma, Aneel publica lista de descontos das distribuidoras

24/01/2013 - 18h05 | Agência Estado

























A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou nesta quinta-feira (24) a lista de descontos para consumidores residenciais das 63 distribuidoras de eletricidade do País. Conforme o anunciado na quarta-feira (23) pela presidente Dilma Rousseff e referendado nesta quinta pelo órgão regulador, a redução das tarifas de baixa tensão — que vale a partir desta quinta — foi de pelo menos 18% para todas as contas de luz.
Os consumidores da Eletropaulo terão uma redução de 18,25%. Já as residências atendidas pela Cemig serão beneficiadas com um corte um pouco menor, de 18,14%. De acordo com a Aneel, a tarifa da Light cairá 18,10% e a da Copel 18,12%. Já os clientes da CPFL Paulista terão 18,07% de desconto.
A maior redução será a obtida pela gaúcha Nova Palma Energia, cujo desconto foi definido em 25,94%. A diferença entre os descontos de cada distribuidora se deve à quantidade de encargos e subsídios que cada um embutia nas contas de luz. Esses custos, agora serão cobertos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que será bancada em sua maior parte pelo Tesouro Nacional.
A lista completa com a redução nas tarifas de todas as 63 empresas está aqui.

Benefício

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) informaram que a economia média anual no país passará de R$ 24 bilhões para R$ 31,5 bilhões com o desconto maior na conta de luz. Em um prazo de 30 anos, as entidades projetam que a economia passará de R$ 720 bilhões para R$ 945 bilhões.
Em nota, as entidades consideraram que a redução das tarifas de energia é um passo importante para o Brasil recuperar a competitividade. Em pronunciamento oficial, Rousseff anunciou novos índices de redução para a conta de luz - 18% para os consumidores residenciais e de até 32% para indústria, comércio, agricultura e serviços - e garantiu que eles serão implantados.
O presidente das duas entidades, Paulo Skaf, elogiou as taxas e disse que a sociedade toda ganhará, pois os custos de produção serão reduzidos também. “A medida beneficia todos os setores da sociedade, e atinge diretamente o bolso de cada brasileiro.”
“Dilma tem mostrado sensibilidade, e suas ações concretas apontam a preocupação do governo com a competitividade do país. Todo mundo usa energia, todos os produtos precisam de energia para serem produzidos, todos os serviços consomem energia. Ao reduzir a conta de luz, o benefício é de todos,” ressaltou Skaf, na nota.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Campinas terá centro de dados do Santander em 2014


ECONOMIA

O presidente está otimista com a economia brasileira e que espera crescimento de 3% para 2013


22/01/2013 - 17h12 | Agência Brasil
 
O presidente mundial do Santander, Emilio Botín, disse nesta terça-feira (22) que está otimista com a economia brasileira e que espera crescimento de 3% para o país em 2013. Além de novos escritórios, agências e caixas eletrônicos, o executivo espanhol disse que a construção de um centro de dados também está nos planos do grupo no Brasil. O centro será instalado em Campinas, com inauguração marcada para 2014.

Botín negou intenção de vender ativos no grupo espanhol no Brasil e disse que o banco deverá ampliar investimentos no país nos próximos anos.
“Estou convencido que este ano 2013 vai ser melhor que o ano passado e o que pensa o Santander é que a economia vai crescer uns 3%. Estou muito otimista quanto ao avanço do Brasil, porque é um grande país, é o numero 7 do mundo, esperamos que seja o cinco logo. O Santander está investindo muito dinheiro aqui, não só em bancos, como universidades”, disse, antes de entrar em uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Em 2012, a economia brasileira cresceu cerca de 1%.
“Para o Santander, o Brasil é o país mais importante do mundo”, disse. Perguntado sobre o grau de intervenção do governo brasileiro nas políticas monetárias do país, Botín disse que em outros países a interferência é maior. “Em outros países do mundo, estão intervindo mais, na Europa, por exemplo; muito mais. O Brasil, que é um país que tem grandes empresários, confio que o governo não fará esse tipo de intervenção”, ponderou.