quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Parque Jambeiro ganha plano de obras até 2013


Para o mesmo período é prevista a entrega das 1,9 mil unidades habitacionais do complexo


25/01/2012 - 21h45 . Atualizada em 25/01/2012 - 22h59
Rogério Verzignasse DA AGÊNCIA ANHANGUERA
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Operários trabalham na obra do condomínio Parque das Águas, no Jambeiro, que foi desembargada após sete meses de negociação entre Prefeitura e Ministério Público
(Foto: Elcio Alves/AAN)

A MRV Engenharia espera entregar até abril de 2013 uma série de intervenções urbanas que precisará executar na região do Parque Jambeiro, em Campinas. Para o mesmo período é prevista a entrega das 1,9 mil unidades habitacionais do complexo.

São obras previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permitiu o desembargo das obras do Residencial Parque das Águas. O alargamento da Avenida São José dos Campos será a principal transformação na paisagem daquela região, que também vai ganhar outras melhorias viárias e marginais no acesso da Via Anhanguera.

O acordo também prevê equipamentos públicos como escola, centro de saúde, áreas verdes e centro de atenção a idosos, em rateio com outras construtoras.

As construções permaneceram embargadas desde junho por conta de suspeitas sobre empreendimentos imobiliários aprovados no governo Hélio de Oliveira Santos (PDT).

A obra do Jambeiro estava entre as que foram aprovadas irregularmente pela Prefeitura, segundo o Ministério Público, por não prever ações de infraestrutura para suportar o aumento populacional causado pelo empreendimento. Agora, passada a tempestade, a construtora pretende resgatar a própria imagem junto ao consumidor, já que a crise política campineira também prejudicou — e muito — as empresas do setor.

A empresa também diz que vai respeitar os termos contratuais previstos na assinatura do contrato de compra e venda. Nas situações em que o comprador perdeu os subsídios previstos no Programa Minha Casa, Minha Vida, a MRV promete renegociar os contratos caso a caso.

“A empresa reconhece que alguns compradores discordam com a redução dos subsídios. E a construtora não tem responsabilidade no fato de um suposto consumidor ter mais renda e perder benefícios de um programa voltado a famílias de menor renda. Ainda assim, vamos negociar e chegar a um acordo que satisfaça o comprador. Ele não tem culpa pelo embargo, e não será prejudicado”, disse Sérgio Lavarini, diretor da construtora.

A empresa já tem 350 operários no complexo residencial, e planeja contar com mil trabalhadores ainda em fevereiro, para compensar o tempo em que o empreendimento permaneceu parado. A retomada das obras aconteceu efetivamente no último dia 16, e o complexo chegou a ser visitado, ontem de manhã, pelo próprio prefeito Pedro Serafim (PDT). O governo municipal informou que vai acompanhar as execuções das obras previstas no TAC.

Investimentos

O acordo firmado com o Ministério Público prevê investimentos de R$ 69 milhões em obras de infraestrutura urbana que vão beneficiar todos os bairros próximos do complexo residencial Parque das Águas. Como as intervenções da MRV vão beneficiar os moradores de outros empreendimentos da região, metade do montante será assumido por outras construtoras, como Rossi, Goldgarb, Sol Invest e AGV.

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