quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Goldfarb

Goldfarb cancela oito obras embargadas no Parque Jambeiro
A empresa já está devolvendo os valores pagos aos clientes
23/08/2011 - 19:04

Da redação
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A construtora Goldfarb, responsável pelos empreendimentos da Gold China, decidiu nesta terça-feira (23) cancelar as oito obras embargadas no Parque Jambeiro. A empresa, que tinha até o início de setembro para entregar para a Secretaria Municipal de Urbanismo o estudo do projeto corrigindo todos os erros apontados pelo Ministério Público (MP), divulgou comunicado anunciando a não continuidade da obra. A prefeitura já havia recebido o projeto parcial da empresa, como a drenagem e esperava até a próxima semana o projeto viário da construtora. Após isso, seria feita a análise técnica junto com o MP.

Segundo o secretário de Urbanismo, Luis Yabiku, a Goldfarb já tinha efetuado o deposito de R$ 5 milhões referentes à drenagem do local. A empresa, ainda segundo Yabiku, não notificou a Secretaria de Urbanismo sobre o cancelamento das obras embargadas e que a situação do empreendimento será discutida em relação as negociações que estavam sendo feita nas obras de infraestrutura.

De acordo com o comunicado, a decisão da empresa de desistir do empreendimento foi tomada por uma questão comercial. A Golfdfarb afirma que faz uma campanha do distrato, para devolver todos os valores pagos pelos clientes, com correção e corretagem, tendo apresentado a planilha de valores e demais esclarecimentos.

O Procon de Campinas reiterou que o cancelamento da obra não interfere nas negociações feitas até o momento com relação aos outros empreendimentos da Goldfarb. A expectativa do orgão é que um termo de ajuste de conduta seja firmado entre todos os envolvidos para que as irregularidades sejam resolvidas o mais rápido possível, para que as obras possam continuar.

Em caso de dúvidas, a empresa orienta os clientes a ligarem na central de relacionamento da construtora 3795-4777

Entenda o caso

Os empreendimentos da Goldfarb foram embargados em junho deste ano, após ficalização da prefeitura. A contrutora não tinha nenhum projeto da obra aprovado ainda pela administração municipal. Tinham apenas a aprovação do loteamento. Com isso, eles poderiam fazer as obras de infraestrutura, como de drenagem e galerias de águas pluviais. O que os fiscais da prefeitura constataram é que a construtora já estava levantando os prédios. Na época, a EPTV esteve no local e confirmou que as paredes já foram levantadas, no entanto, a construtura respeitou o embargo e nenhum funcionário trabalhou na obra.


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