dezembro 1st, 2011
O secretário de Cultura, Bruno Ribeiro, disse ontem que estuda fechar o CCC (Centro de Convivência Cultural). “Não podemos oferecer riscos à população”, justificou.
A ideia é que as atividades se encerrem sem que haja prejuízo da programação, prevista para até o dia 22.Goteiras, fiação elétrica defasada e infiltrações são alguns dos problemas prediais e que, segundo Ribeiro, “fazem do local uma bomba-relógio”.
De acordo com relatos de frequentadores, em dias de chuva é possível identificar alguns pontos alagados. “Fiquei assustado com a situação dentro do teatro. Não havia lugar em que não chovia. É lamentável!”, relata Selma Martins.
O ideal seria que o teatro passasse por uma total reforma para que fosse digno de levar o título de Teatro Municipal da cidade – o Convivência é assim considerado desde o início da reforma do Castro Mendes.“Diante da crise financeira, teremos que recorrer à medidas radicais. Não podemos mais iludir a população com ações paliativas”, revela.Sem o Convivência, Campinas perde mais um de seus grandes teatros.
Por outro lado, o secretário confirma que o Teatro Castro Mendes, completamente reformado, será entregue no ano que vem.A decisão final a respeito do Centro de Convivência será anunciada na próxima semana.
Em seu primeiro mandato, o prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) recebeu R$ 30 milhões de contrapartida do Banco do Brasil – por ter entregue a folha de pagamento do funcionalismo à instituição – que seriam investidos em um teatro na Pedreira do Chapadão. O dinheiro foi usado para o pagamento de dívidas e o novo teatro não saiu do papel.
Fonte: Blog da Rose
Acuado, prefeito busca salvadores
dezembro 1st, 2011Com a data da votação do relatório da CP (Comissão Processante) se aproximando – a defesa terá de ser entregue até segunda-feira (ver matéria abaixo) e o relatório final deve pedir a cassação do seu mandato – o prefeito Demétrio Vilagra (PT) tenta conquistar oito vereadores para escapar da degola.
A seu favor, Demétrio sempre teve quatro vereadores – o três do PT e o PCdoB. Como para tirá-lo do cargo são necessários no mínimo 22 dos 33 votos, se ele tiver 12, continua a conduzir a cidade.
Para conseguir o apoio que Demétrio precisa, o líder de governo, Josias Lech (PT), concentra forças em alguns partidos e vereadores. Neste arco estão o PMDB, PSC e DEM – que têm nove vereadores. Eles ainda tentam conquistar os vereadores Antônio Flores (PSB), Cidão Santos (PPS) e Aurélio José Claudio (PDT).
Lech conta nos dedos e quer conseguir 14 votos favoráveis. “Estamos reabrindo diálogo com esse partido e com esses vereadores dentro da perspectiva de 2012 (eleições municipais)”, disse ele, que acrescentou ainda que “falta consistência à CP para cassar o prefeito.”
Os acordos passam por nomeações de assessores dos vereadores.
Procurados, os vereadores se esquivaram da resposta por temerem desgaste caso votem favoráveis à Demétrio – denunciado pelo MP no esquema de fraudes na Sanasa. “Na época do Hélio, o desgaste era maior, mas agora é menor porque Demétrio tem executado projetos relevantes”, disse Lech. Flores, por exemplo, disse que vai votar com a bancada.
Neste caso, a previsão é de que será pela cassação, caso o relatório da CP indique a saída do prefeito. A oposição, porém, duvida que Demétrio conquiste os oito vereadores.
“Não queremos construir uma base que, num passe de mágica, vote tudo do governo. A conversa sobre o apoio passa por Brasília.”
Renato simões (PT),secretário de Governo
Demétrio depende da Câmara que o afastou
O prefeito Demétrio Vilagra (PT) tenta costurar uma base com vereadores que o afastaram do cargo no dia 19 de outubro. O petista voltou à prefeitura por meio de uma liminar concedida pelo TJ-SP. Demétrio foi empossado em agosto, após a cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) por improbridade administrativa.
Caso ele seja cassado novamente, a aposta é que em seu lugar assume Pedro Serafim (PDT) – presidente da Câmara de Vereadores. Serafim já ocupou interinamente o cargo de prefeito durante 15 dias.
Fonte: Blog da Rose
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