Recursos de emendas parlamentares são incluídos em contingenciamento nacional; Campinas é a mais afetada
25/02/2012 - 11h00 . Atualizada em 25/02/2012 - 11h01
| Maria Teresa Costa | DA AGÊNCIA ANHANGUERA | ||
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Segundo ele, há uma burocracia para implantar os projetos que têm emendas aprovadas. “Entre fazer o projeto, aprová-lo na Caixa Econômica Federal (CEF), fazer licitação e a obra são pelo menos três anos”, disse. Mesmo com o bloqueio, afirmou, é possível fazer os projetos e seguir com a burocracia. Hamilton conseguiu R$ 1 milhão de emenda ao orçamento para asfaltar o bairro Vale Verde. Com o bloqueio, vai fazer o projeto, levá-lo na CEF e tentar assinar o contrato. A obra, no entanto, ficará à espera da liberação da emenda.
Campinas será a mais atingida — emendas destinadas diretamente à cidade, sem contar outras verbas que poderiam vir de recursos endereçados ao Estado, somam R$ 41,6 milhões. As verbas, em quase sua totalidade, estavam destinadas à área da Saúde, hoje a mais traumática de Campinas.
Relator do Orçamento no Congresso, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), lembrou, por meio de sua assessoria, que as emendas parlamentares nunca são executadas plenamente e que as receitas neste início do ano são bastante diferentes das obtidas ao final. “As emendas ganharão melhor condição de execução no final do ano. Naturalmente vai ter um ajuste. Um corte dessa magnitude não se sustenta”, afirmou.
Despesas previstas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com o Minha Casa Minha Vida, programa habitacional com subsídios para a população de baixa renda, além do Brasil Sem Miséria, que busca combater a pobreza extrema no Brasil, foram integralmente preservadas.
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