terça-feira, 20 de março de 2012

Rosely e Demétrio perdem privilégio

A ex-primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos, e o prefeito cassado Demétrio Vilagra (PT) perderam o foro privilegiado. A ação penal que tramitava no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) voltou para a 3ª Vara de Justiça de Campinas e ficará sob a responsabilidade do juiz Nelson Augusto Bernardes – o mesmo que concedeu mandados de prisão contra contra Rosely, Demétrio e vários outros a administração.

Segundo despacho do desembargador do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) Walter de Almeida Guilherme, no dia 14 de março, a decisão da Câmara de cassar o mandato de Demétrio no dia 26 de dezembro retirou do TJ-SP a competência para processar e julgar o processo.

Augusto Bernardes, por sua vez, disse que dentro de duas semanas deve decidir se aceita ou não a denúncia feita pelo Gaeco – braço do Ministério Público que investiga o crime organizado – contra 22 pessoas (leia ao lado). O advogado de Demétrio, Ralph Tórtima Sttetinger, explicou que a devolução do processo é natural, já que o foro privilegiado é prerrogativa da função (prefeito).

Já Rosely havia conseguido o benefício em razão de um habeas corpus que havia sido concedido ao então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). A defesa de Rosely alegou que ela era investigada no lugar do pedetista.

Gaeco denunciou 22 pessoas

O Ministério Público denunciou em junho do ano passado 22 pessoas à Justiça sob acusação de integrarem uma organização criminosa que desde 2005 operava um esquema de corrupção na Prefeitura de Campinas e na Sanasa. Licitações eram fraudadas mediante pagamento de propina a agentes públicos. Além de Rosely e Demétrio, também foram denunciados ex-secretários como: Francisco de Lagos e Carlos Henrique Pinto, além de empresários. Os denunciados negam as acusações do Ministério Público.

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