terça-feira, 29 de maio de 2012
Estupro em Bosque alarma bairro
Esteticista de 49 anos é atacada em parque usado para caminhadas; população cobra segurança
29/05/2012 - 07h52 . Atualizada em 29/05/2012 - 00h00
Patrícia Azevedo DA AGÊNCIA ANHANGUERA
A esteticista S., de 49 anos, foi estuprada dentro do Bosque dos Guarantãs, no Jardim Nova Europa, na manhã de anteontem, por volta das 10h. A vítima acionou a Polícia Militar (PM), que a levou para o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela informou que o crime foi cometido por um homem que ela conhecia de vista. S., porém, afirmou que não sabe o nome e o endereço do criminoso. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial (DP) e deve ser investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A mulher permanecia internada no HC até a tarde de ontem. “A enfermeira da Unicamp ligou avisando que ela havia sido vítima de agressão sexual. Disse que estava muito nervosa e ficou internada”, informou o irmão da vítima. Ele conta que o crime precisa ser investigado e cobra melhorias na segurança no parque. “As mulheres não se sentem seguras de andar lá”, afirmou.
O parque é usado pelos moradores do bairro de classe média para caminhadas e costuma receber crianças, por ficar ao lado da Escola Municipal Castelo Branco. “Aqui tem mais gente pela manhã ou no final da tarde. Fora desses horários fica muito vazio”, narra a contadora Edileuza Gonçalves.
O estupro alarmou os frequentadores do bosque. A contadora Edileuza Gonçalves costuma caminhar no parque, mas diz que evita os horários menos movimentados. “É melhor vir aqui no início da manhã ou no final da tarde”, conta. Segundo ela, é preciso ter mais segurança, já que não há vigias que fazem rondas pelo bosque.
“Não sabia do estupro, é grave. Eu acho que tem segurança aqui, mas o lugar não é muito frequentado”, afirmou o professor que se identificou apenas como Cláudio.
O parque é extenso e tem uma área de 23 mil metros de mata nativa. Em alguns trechos chega a ser escuro mesmo durante o dia por causa da densa mata.
O diretor do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), Edson Roberto Navarrete, informou, por meio da assessoria de imprensa, que não há registros da ocorrência do crime dentro do parque. A assessoria informou que há quatro vigilantes que se revezam para fazer a segurança no local durante 24 horas, todos os dias da semana.
A reportagem do Correio Popular, no entanto, foi ao local ontem e caminhou pelo parque por cerca de 40 minutos, não encontrando qualquer tipo de segurança. “As vezes eu vejo eles (vigias) sentados no banco em frente ao lago, mas eles não fazem rondas pela trilha”, relata Maria Silva, uma das frequentadoras do local.
A Secretaria de Cooperação em Assuntos de Segurança Pública informou, por meio da assessoria de imprensa, que equipes da Guarda Municipal (GM) fazem patrulhamento de rotina no local todos os dias em horários alternados.
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