Presidência nega pedido de interrupção da sessão de impeachment
Defesa do prefeito tentou argumentar que vereadores estariam constrangidos por denúncias de compra de votos
18/08/2011 - 17:48
Da redação
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A presidência da Câmara de Vereadores de Campinas não acatou um requerimento protocolado pelos advogados da defesa do prefeito de Campinas que pedia a suspensão da sessão especial que delibera sobre a cassação de Hélio de Oliveira Santos. O pedido se baseava na divulgação, pela imprensa, de denúncias que envolviam o nome do prefeito com um suposto esquema de venda de votos pelo vereador Aurélio Cláudio (PDT).
Antes de protocolar o pedido de suspensão, o advogado chegou a interromper a leitura do relatório, na tentativa de entregar o documento nas mãos do presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT), que explicou que requerimentos precisavam ser apresentados no setor de protocolos. O advogado de defesa elevou o tom de voz e pediu para ser conduzido por um funcionário da Câmara até o setor de protocolo.
O pedido
O documento apresentado por Rollo se baseava no argumento que a divulgação da denúncia poderia influenciar no processo de cassação, pois na opinão do advogado, o caso constrangiu os vereadores.
"Não se pode conceber a continuidade de julgamento, em meio a esse quadro de seríssimo constrangimento imposto aos vereadores, hoje julgadores do prefeito", diz um dos trechos do requerimento. "Hoje [quinta-feira (18)], no plenário da Câmara Municipal, ficou evidente aos advogados do prefeito que a divulgação midiática ocorrida no dia de ontem [quarta-feira (17)] está a constranger os membros do Parlamento, a ponto de tolher-lhes a liberdade de votar em favor do Prefeito, sob o receio de se verem indevidamente acusados", diz outra parte do documento.
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