sexta-feira, 12 de agosto de 2011
MRV
MRV e Goldfarb entregam projetos parciais de obras embargadas
Prazo para correções dos erros apontadas pelo MP foi estendido para setembro
12/08/2011 - 19:27
EPTV
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As construtoras MRV e Goldfarb apresentaram um estudo parcial à Prefeitura de Campinas, que estipulou um prazo até esta sexta-feira (12) para que as construtoras entregassem os projetos corrigindo os erros apontados pelo Ministério Público (MP). A secretaria de Urbanismo estendeu o prazo da entrega até setembro e, enquanto "correm atrás do prejuízo dos estudos que deveriam ser entregues", as obras continuam embargadas por tempo indeterminado, de acordo com o secretário da pasta Luiz Yabiku.
Yabiku chegou a dizer que o último prazo seria dia 12, mas aceitou o pedido das construtoras e prorrogou para até o início de setembro a apresentação do relatório final sobre as condições do trânsito e o que deve melhorar em ruas e avenidas no Parque Jambeiro.De acordo com o secretário, a construtora MRV apresentou um estudo parcial das adaptações, que deveriam ter sido feitas antes do início das obras. “A construtora MRV parcialmente os estudos viários do local, quantidades futuras de alagamentos de ruas e avenidas, contornos, retornos, enfim. A Goldfarb entregou no começo desta semana um estudo praticamente geral da drenagem local, principalmente na área da Gold China, ainda falta um pedacinho para completar os estudos”, explica.
O secretário disse que as construtoras apresentaram os seus projetos, as três partes - prefeitura, empresas e o MP, a área ambiental, que também precisa aprovar o que for proposto -, poderão chegar a um acordo para que todo o trabalho seja retomado. “Por enquanto a prefeitura está estudando a drenagem junto com as propostas da Goldfarb e já começará preparar os estudos do viário porque a prefeitura já tem uma ideia da proposta que será feita naquele local contrapondo com a proposta da MRV no geral para toda aquela região”.
A prefeitura já recebeu o projeto de drenagem e espera até o fim da semana o projeto viário das construtoras. Depois disso vem a etapa de análise técnica junto com o MP. As empresas devem fazer um depósito do valor correspondente aos gastos com a obra como garantia.
Segundo o secretário, a Goldfarb efetuou o deposito do valor por volta de R$ 5 milhões, referentes à drenagem local e a MRV informou que na próxima semana irá efetuar o mesmo procedimento como garantia de que as obras do viário serão efetivadas no futuro. “O dinheiro fica em garantia, depositado para que no futuro a prefeitura tenha a garantia de que essas obras serão realmente realizadas pelas construtoras”, afirma Yabiku.
Entenda o caso
Em junho deste ano, foi embargado, em Campinas, um empreendimento da Gold China, que pertence à Goldfarb. As oito obras deste empreendimento ficam no Parque Jambeiro. O embargo dessa obra aconteceu por meio da ficalização da prefeitura. A contrutora não tinha nenhum projeto da obra aprovado ainda pela administração municipal. Tinham apenas a aprovação do loteamento. Com isso, eles poderiam fazer as obras de infraestrutura, como de drenagem e galerias de águas pluviais. O que os fiscais da prefeitura constataram é que a construtora já estava levantando os prédios. Na época, a EPTV esteve no local e confirmou que as paredes já foram levantadas, no entanto, a construtura respeitou o embargo e nenhum funcionário trabalhou na obra.
Um empreendimento da mesma empresa, o Gold Espírito Santo, foi embargado dias antes também no Parque Jambeiro. A irregularidade está no fato de que a construtora não fez o pagamento de uma taxa usada na construção de casas para famílias carentes, e também não fez investimentos obrigatórios em infraestrutura. No mesmo bairro, e pelos mesmos motivos, um condomínio da MRV já tinha sido embargado no início do mês. O empreendimento, que tem no total nove obras, está entre os 14, que tiveram irregularidades apontadas pelo MP. De todos esses, três já foram embargados, depois que a prefeitura abriu uma sindicância para apurar as irregularidades elencadas pelos promotores
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