quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vilagra recorre da cassação em janeiro, após recesso do Judiciário

22/12/2011 - 16:21
Da redação
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Atualizada às 16h30

A defesa do prefeito afastado, Demétrio Vilagra (PT), vai aguardar o fim do recesso do Judiciário para impetrar recurso e tentar anular a decisão da Câmara, que aprovou o impeachment por 29 votos a 4 na sessão de quarta-feira (21). O expediente no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), onde deve ser protocolado o recurso, volta ao normal no dia 9 de janeiro. Oficialmente, Vilagra deixa a prefeitura na segunda-feira (26), quando seu afastamento será publicado no Diário Oficial do Município. Até lá o chefe do Executivo campineiro é o petista. Na próxima semana assume o presidente da Câmara, Pedro Serafim Júnior (PDT), que será substituído por Thiago Ferrari (PTB) no Legislativo.

Na tarde desta quinta-feira (22), Vilagra convocou a imprensa para reafirmar que foi vítima de uma injustiça, já que o relatório final da Comissão Processante (CP) não conseguiu provar nada contra ele nas denúncias de fraudes nos contratos da Sanasa. O mesmo foi dito pelo prefeito durante a meia hora em que fez sua defesa oral na Tribuna da Câmara, pouco antes da votação.

Questionado sobre a reunião dos secretários Renato Simões (Governo) e Sebastião Arcanjo (Trabalho e Renda) com vereadores na Câmara, durante a sessão de julgamento, Vilagra afirmou que "este tipo de articulação é normal nos parlamentos, faz parte do jogo democrático".

Votação

Sobre o placar da votação, de 29 a 4, o petista afirmou que ficou surpreso com os votos favoráveis à cassação dos vereadores Luis Yabiku (PDT) e Cid Ferreira (PMDB). Segundo Vilagra "Yabiku e Cid viram a transparência do governo e quando saíram disseram que votariam com o prefeito". Yabiku deixou a pasta de Urbanismo na segunda-feira (19) para voltar à Câmara. Ferreira tinha cargo comissionado na prefeitura.

O pedetista disse que votou a favor da cassação porque não aceitou as justificativas apresentadas na defesa de Vilagra. Yabiku afirmou que só votaria a favor do prefeito se fosse comprovada a sua inocência. O vereador explicou que as ações na Secretaria de Urbanismo são independentes de quem está no cargo e que voltou para a câmara de vereadores para exercer seu voto, uma vez que os dois poderes, o Executivo e o Legislativo, são independentes. Cid Ferreira (PMDB) disse que o fato de fazer parte do governo não quer dizer que tem de estar a favor dele.

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