quarta-feira, 11 de abril de 2012

Troca de tubulação atrasa obra no Bosque em 30 dias



Setenta e oito metros de encamento com mais de 60 anos precisam ser substituídos


11/04/2012 - 08h24 . Atualizada em 11/04/2012 - 08h26 
Felipe Tonon  DA AGÊNCIA ANHANGUERA  
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Funcionários da Prefeitura trabalham no lago principal do Bosque de Jequitibás: tubulação rachada
(Foto: Dominique Torquato / AAN)
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As obras do tanque principal do Bosque do Jequitibás vão durar mais um mês. De acordo com o diretor do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), Edson Roberto Navarrete, um problema na tubulação, que não estava previsto, motivou o atraso. Será preciso trocar 78 metros de canos de ferro, que têm mais de 60 anos. A conclusão está prevista para 15 de maio.

Com mil m² e um volume de 1,7 mil m³ de água, o lago ficou abandonado depois do início das reformas, em setembro de 2011, que já previam a solução para uma infiltração responsável pela perda de centenas de litros de água todos os dias. 

Segundo Navarrete, para solucionar o problema do vazamento será preciso concretar o piso. Mas parte do lago será mantida com o piso de terra. Apesar de imprevistos durante a obra, o diretor do DPJ confirmou que uma surpresa acabou modificando o cronograma inicial. “A surpresa apareceu quando detectamos que a tubulação que fazia o escoamento da água era um tubo de ferro que estava com furos e a água saía e levava a terra embora”, disse. 

Quando as equipes começaram a trocar a tubulação, a rua que fica atrás da parede de contenção apresentou rebaixamento e foi encontrada uma cratera de dois metros de profundidade e oito de comprimento. Navarrete afirmou que a expectativa é que o tanque seja entregue em maio, mas ponderou. “É difícil dar prazos para obras de engenharia, porque pode haver surpresas, mas a minha expectativa é que em um mês o tanque seja entregue e já com os animais”, afirmou. Além da nova tubulação, dois novos registros com capacidade de 300mm foram construídos e instalados no tanque para auxiliar a limpeza do local. 

Após a conclusão dessa reforma, a equipe do DPJ dará continuidade à recuperação do tanque principal, que receberá uma nova camada de concreto em 50% do espaço total. Os outros 50% serão revestidos por terra, para manter um equilíbrio natural para os animais que ficarão locados no tanque, como peixes, tartarugas, marrecos e cágados. Depois dessa etapa, terá início a recomposição da ilha no centro da lagoa, com a recolocação dos mastros onde funciona o recinto dos macacos.

Navarrete lembrou que as chuvas dos últimos dias também atrasaram as obras, mas afirmou que o Bosque continua aberto e com os serviços de revitalização em andamento. Além do tanque principal, já foram feitas obras em alguns recintos que abrigam animais. O Bosque também ganhou mais acessibilidade, com novas rampas. Uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados está ganhando piso intertravado, uma espécie de paralelepípedo que não deforma e traz mais segurançaaos visitantes, principalmente idosos. 

O ar de abandono também vai deixando o local aos poucos com a limpeza das árvores secas que apresentavam risco aos visitantes. “Ainda falta concluir a limpeza dos telhados dos museus e realizar a poda de árvores.”

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